Eu sou autêntico?
Eu entrei numa luta, uma luta contra superficialidade. Sejam pensamentos, crenças, bens, relações, o que for.
Estou conseguindo? Até agora acredito que não. Após passar um semana no Acampamento Prove, percebi o quanto fui autêntico naquele ambiente seguro e de muita vulnerabilidade, porém percebi o quanto vivo em um ambiente em que não consigo ser o mesmo eu do acampamento. Por que? É culpa da sociedade? É culpa da “bolha”? É culpa minha? Será que é culpa mesmo ou alguma outra coisa?
Nesse momento faço na minha vida mais perguntas do que respostas e, sinceramente, estou mais preocupado em lapidar as perguntas do que em encontrar alguma “confirmação”.
Eu criei uma descrença na palavra confirmação (por isso as aspas), pois acredito que tudo muda, principalmente o eu, então o que é ser autêntico, como serei autêntico se a única coisa que é constante é a mudança.

Como posso confirmar o agora. Confirmar aquilo que estou vivendo. Viver essencialmente o que há dentro de mim.
Ser autêntico não é fazer aquilo que você sente vontade de fazer. Ser autenticidade é significar a sua própria essência e atuar em cima disso, consequentemente significar a essência do outro.
“A distância entre você o outro, é a distância entre você e você mesmo.”
Muitas pessoas acreditam que quando você utiliza alguma droga em excesso, como álcool, tu estás sendo mais verdadeiro, mais sincero. Para mim não. Tu só estás tentando ser quem tu idealiza ser, falar as coisas que a pessoa que tu idealiza falaria, com menos medo de julgamento. Ainda assim, para mim, isso não é ser autêntico, pelo fato de que você não está aceitando e se conformando com quem tu és, no entanto te tornas “outra pessoa” para, aí sim, falar aquilo que pensas.
Eu não sei plenamente o que é ser autêntico. E não acredito que eu seja. Mas decidi propor um momento sobre isso no local onde trabalho.
Por que não?
Eu quero o máximo de autenticidade, para mim e dar a possibilidade do outro receber o mesmo. Vou estudar mais afundo sobre isso e tentar convidar o eu e o outro a essa experiência.
Eu vinculo agir autenticamente com felicidade. Um gera o outro. E por que não ser feliz, não é buscar a felicidade.
É aceitar o que há de mais verdadeiro.
