Fugindo da rotina. Dentro dela.

O sabor das pequenas coisas


Pra começar, eu tenho uma rotina escrota. É bem sério, vamos lá: eu acordo 6 da manhã, saio de casa às 7, chego na agência às 9:30, saio da agências as 19 (claro, na teoria), vou pra faculdade, saio da faculdade às 22:30, chego em casa 23:30 e durmo às 00:30. Vários fatores contribuem pra isso tudo, mas no momento eles não importam tanto. O que importa aqui, são os problemas que essa rotina me causa e como sanar eles. Só pra listar, os principais que vêm a minha cabeça são: como viver bem, me divertir e manter a mente sã e criativa, afinal, trabalho com isso.

Difícil? Muito! E a solução que venho encontrando, sempre tá nas coisas menores, e nas que eu nunca vi. Falo de novas experiências e mudança de perspectiva. Exercitar o cérebro, mano.

Já experimentou brincar com o cursor do mouse? Cara, faço isso o tempo todo, e é divertido demais. Costuma ouvir a conversa dos outros no ônibus? Além de te transportar pra uma outra realidade, rende boa gargalhadas e tu descobre cada bafão, menina. Nunca tocou air guitar e ficou cantando na rua sem fone nenhum? Me sinto um rockstar, a galera toda me olhando e tal.

Sempre que dá, puxo assunto com gente que não conheço na rua, presto atenção num lugar diferente, tento adivinhar o que estão escutando, brinco com a alça da mochila, falo sozinho, respondo pessoas que estão falando no telefone, vejo erros dos cartazes, brinco com a minha barba, faço careta pra qualquer espelho, penso em coisas, crio pessoas e tudo mais o que você pode imaginar.

Isso tem me divertido, me mantido vivo e criando. Faço isso tudo sozinho, mas graças as pessoas ao meu redor. Sou um com todos. Faço das menores coisas, o meu maior refúgio.