A Torre Negra

Nada novo sob o sol

A Torre Negra é um filme baseado no livro de mesmo nome, escrito por Stephen King. A história mostra um garoto chamado Jake Chambers que tem sonhos de um outro mundo, onde crianças são vítimas de experimentos feitos pelo Homem de Preto para destruir a torre que protege os mundos. A produção conta com Tom Taylor, Idris Elba, Matthew Mcconaughey e Katheryn Winnick.

Contrariando o que muitos pensam, esse longa não é uma adaptação dos livros, mas sim uma espécie de continuação. Então, espera-se um desenvolvimento maior sobre a mitologia criada por Stephen King. Só que isso não acontece, porque o menino, Jake (Tom Taylor), que deveria funcionar como um guia para quem está assistindo, já tem um conhecimento pré-estabelecido e em momento nenhum existe uma intenção de compartilhá-lo.

O primeiro ato até que é interessante, porque é dinâmico e coloca o espectador em uma posição de querer saber mais da história.

O ato seguinte é onde começa os maiores problemas, mostrando o quanto o roteiro é descompassado, porque esse seria o momento ideal para desenvolver as motivações dos personagens e aprofundar o universo já estabelecido. Só que isso não é feito, em vez disso, temos a inserção de mais elementos que não são explorados e cenas que deveriam fazer parte do terço final.

A última parte, esboça um foco maior na relação de Roland (Idris Elba) com o garoto, mas isso é cortado bruscamente porque eles precisam dar um desfecho à trama, deixando mais evidente os problemas de desenvolvimento e montagem. Então, temos uma boa sequência de ação envolvendo o Roland e o Homem de Preto, que pouco agrega para o conjunto da obra, mas serve para lembrar que o filme está acabando.

No final, a impressão que fica é que A Torre Negra desperdiça uma ótima oportunidade ao tentar simplificar uma obra literária complexa, entregando um roteiro simplório e um apanhado de cenas genéricas.