(sem título)

Por que me resumes às coisas que não faço?
Ao passo que ignoras in totum aquilo que traço?
Muitos dizem que proseio ad nauseum
E desde então, restaram-me os versos
E deles me embriago

Já me cansei de dizer que minhas rimas são pobres
Por que então me lês? Por que me descobres?

Existir não é fácil — um tema que sempre recordo
A humanidade é emética
E nela, estou a bordo
Realidade frenética?
Discordo

Em todo caso, não adianta tentar dissociá-la
Ou fugir de uma certeza clara
“Pertencemos a mesma vala”
- A Sociedade declara

Mas por que somos segregados,
Se todos terminaremos no mesmo lugar?
Não é cabível procurar por dados,
Eles não são capazes de nos explanar.

E no findar de tudo,
No tardar das emoções,
Quando todo mundo ficar mudo
E não haver mais discussões,
Só assim, com o fato desnudo

A trincheira da vida será a ausência de sensações.

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