Com os olhos do mundo na RIO 2016 Alckmin aumenta repressão em SP

Desde 5 de agosto, quando começará as Olimpíadas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin achou que poderia aumentar a perseguição aos movimentos sociais sem importunação. Como todo político execrável, que sabe o que faz, acertou e calou a grande imprensa após sucessivos abusos nos últimos dias.

Ato dos estudantes secundaristas em 11 de agosto. Foto: Narumi T.

A prática já era recorrente depois da Copa do Mundo e se tornou notória recentemente — na mídia livre- contra estudantes secundaristas do estado. Primeiro, sem qualquer tipo de respaldo legal, a Polícia Militar se utiliza do argumento de que determinados grupos — os mais radicais com certeza- não podem fazer a manifestação, pois não houve o aviso prévio as autoridades. No entanto, todas as manifestações autônomas possuem um chamado aberto no Facebook e consequentemente as “autoridades” já ficam apostas no local de concentração antes mesmo de acontecer o ato. Sendo assim, em conformidade com a lógica legalista do Estado, há sim o aviso prévio para os protestos.

Ato dos estudantes secundaristas em 11 de agosto. Foto: Narumi T.

Mas eles não se dão por satisfeitos e tentam de qualquer forma interromper, de forma ilegal, o ato com outro argumento: é preciso ter um líder e um trajeto autorizado pelas forças de repressão. O ultima sentença nada mais é que um pedido incriminador e que se aceita gerará futuras perseguições, uma fez que a policia terá os dados do suposto líder, que será cobrado no futuro por reações de desobediência civil de terceiros.

Certos das armadilhadas impostas pelo Estado, os estudantes não aceitam e se inicia uma verdadeira batalha campal pelo direito de manifestação contra o abuso das forças policiais como mostra o vídeo a baixo:

Mesmo sem respaldo legal, militares prendem os militantes de forma arbitraria e instalam acusações mentirosas de resistência, depredação, desacato, porte de armas brancas, porte de artefatos incendiários. Muitas vezes são forjadas provas e colocadas junto aos pertencentes dos manifestantes para terem uma acusação mais formal. Chegando a DP acontece mais uma sessão de torturas, humilhações e ameaças graves.

Todavia, a resistência não se apaga e os ativistas tentam de todas as formas quebrarem as barreiras policias e mais uma vez são desferidas armas pelos agentes como bombas de gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral, spray de pimenta e cassetadas.

Ato dos estudantes secundaristas em 11 de agosto. Foto: Narumi T.

No dia seguinte, com apenas algumas notas nas páginas dos jornais os casos são abafados e se continua todo o cotidiano brasileiro e suas Olímpiadas.

O fato relato aconteceu no dia 11 de agosto, no dia do estudante, mas se tornou rotineira nos últimos dias com o mesmo modus operandi. Há uma verdadeira caça as bruxas nesses últimos tempos se aproveitando que os holofotes estão centrados no Rio de Janeiro.

Na cidade olímpica se um gringo é assaltado, vira destaque nacional de grande comoção popular, se a câmera cai na cabeça de turistas, vira uma grande noticia seguida de grandes criticas ao comitê organizador, mas se no resto do país as pessoas estão sendo massacradas … fazer o que ? é o Brasil.