38 anos de doutoramentos na Universidade NOVA de Lisboa em números

Atualização em 31/10/2018: após ser contactado por professores questionando alguns dados, conversei com os responsáveis pelo Repositório da Universidade NOVA (RUN) que informaram o seguinte:

“O Repositório da UNL (RUN) foi apresentado ao público em novembro de 2009. Portanto, só a partir desta altura é que a política de arquivo de teses e dissertações no RUN se aplica. Isto quer dizer que, teses anteriores a 2009, podem não estar depositadas no RUN.

Só a partir da entrada em vigor da Portaria nº 285/15 setembro 2015, é que se tornou mandatório o depósito de teses e dissertações em repositórios da rede RCAAP, defendidas a partir de 8 de agosto de 2013.

Acontece que, neste momento, as unidades orgânicas da UNL estão envolvidas num trabalho retrospetivo para cumprir com a Portaria mencionada.”

Fim da atualização. A seguir o post original.

Em 1980, a tese intitulada “Caracterização de dois novos tipos de centros ferro-enxofre em duas proteínas isoladas de bactérias redutoras de sulfato (desulfovibrio gigas NCIB 9332)” fez de Isabel Moura a primeira pessoa a obter o título de Doutor pela Universidade NOVA de Lisboa (UNL) — e a única naquele ano. Desde então, outros 1986 investigadores lograram o mesmo êxito. A seguir apresentamos alguns dados sobre os doutoramentos da UNL nesses últimos 38 anos e meio. As informações foram recolhidas a partir do Repositório da Universidade NOVA (RUN) no início de Setembro de 2018.

No gráfico acima podemos perceber o salto no número de teses defendidas a partir de 2010. Em 2009, a NOVA graduou 57 doutores, enquanto no ano seguinte foram 126. Os últimos 9 anos e meio concentram 84% de todas as teses defendidas na instituição. Apenas no primeiro semestre de 2018, 84 teses foram defendidas por alunos da UNL.

A UNL possui 9 unidades orgânicas:

Desde 1990, quando graduou o seu primeiro doutor, que a FCSH disputa com a FCT ano após ano quem concede o maior número de títulos de doutoramento na UNL. Até 2011, outras unidades orgânicas conseguiram eventualmente a vice-liderança, mas a partir 2012 há um descolamento dessas faculdades das demais, como mostra o gráfico acima.

Com 1362 teses, FCT e FCSH concentram quase 70% de todos os doutores formados na NOVA. O gráfico a seguir traz a divisão de doutores formados por departamentos em cada unidade orgânica.

Mais de 1540 professores orientaram teses na NOVA ao longo desses 38 anos. Mas o número pode ser ainda maior, uma vez que não conseguimos identificar o orientador em 80 trabalhos. Da mesma forma, alguns professores podem aparecer nos próximos gráficos com menos teses do que de fato orientaram. Isso ocorre porque o RUN não possui uma entrada única para cada professor. Por exemplo, existem teses com a orientação de Cristina Ponte, Maria Cristina Ponte, Cristina Mendes da Ponte e Maria Cristina Mendes da Ponte. Podem ser 4 professoras ou a mesma pessoa registrada de 4 formas diferentes. Por essa razão os gráficos a seguir podem não estar precisos, mas servem para termos uma ideia geral dos professores que mais supervisionaram doutorandos, de acordo com o repositório da NOVA.

Muitos professores orientam teses de diferentes unidades orgânicas, por isso alguns aparecem mais de uma vez no gráfico a seguir.

O RUN permite visualizar e realizar download da maioria das teses de doutoramentos. Entre as 10 teses com mais downloads, 6 são da FCT.

A lista com as 10 teses com mais downloads de cada unidade orgânica pode ser acessada em: FCT, FCSH, ITQB, NMS-FCM, IHMT, ENSP, NOVA SBE, NOVA Direito, NOVA IMS.

A maioria das teses de doutoramentos traz palavras-chave que ajudam o leitor a perceber mais sobre o tema daquele trabaho. Portugal, Saúde, História, Arte e Social estão entre as tags mais utilizadas.

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