Eleições 2018: perfil da nova composição da Assembleia Legislativa do Ceará

Ilo Aguiar
Oct 8, 2018 · 3 min read

PDT ocupa maior número de cadeiras de uma assembleia mais envelhecida, com menos mulheres e menor representatividade das regiões do Ceará.

Foram eleitos deputados de 17 partidos. Em 2014, eram 22. Todavia, alguns partidos não existem mais. O então Partido Ecológico Nacional (PEN) foi renomeado para Patriota, o Partido Trabalhista Nacional (PTN) virou Podemos, o Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB) agora atende por Avante, o Partido Social Democrata Cristão (PSDC) virou Democracia Cristã (DC) e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) agora é Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Adotaremos nesse post apenas as novas designações. O gráfico abaixo traz os partidos que mais cresceram e os que mais perderam espaço na AL-CE.

PSDB e PSL tinham 1 deputado em 2014, agora possuem 2. PP saiu de 2 para 3. PCdoB, PSD e Solidariedade mantiveram 2 cadeiras, enquanto DEM, PPS, PRB e PSOL mantiveram 1. PR tinha 2 deputados, agora só 1. DC, PHS, PRP, PSC, Podemos e PV, que tinham 1 representante na AL-CE, perderam a vaga. Já o PSB, que não tinha vaga, ganhou 1 assento.

87% dos deputados estaduais são homens. Fica evidente a baixa representatividade das mulheres na composição da Casa, uma vez que 51% dos cearenses são mulheres, de acordo com uma projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para a população cearense em 2018.

2 partidos elegeram apenas mulheres: PSD, com 2 deputadas, e o PR, com 1. Solidariedade, PSDB e PCdoB elegeram 50% mulheres, 50% homens. Todos os demais 12 partidos elegeram apenas homens.

Segundo classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pardos e pretos são considerados como negros em conjunto. Dessa forma, 29,26% dos deputados eleitos para a AL-CE são negros, enquanto em 2014 correspondiam a 21,74%. Mesmo com esse crescimento, as proporções continuam não refletindo a realidade do estado, já que 71,10% dos cearenses se autodeclararam negros. Os dados são de 2015 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (pdf). Lembrando que quase 60% dos candidatos a deputado estadual no Ceará em 2018 são negros.

9 partidos elegeram apenas brancos: DEM, Patriota, PPS, PR, PRB, PSB, PSD, PSDB e PSOL. Enquanto o PROS elegeu apenas negros.

O nível edicacional dos parlamentares aumentou. Em 2014, 2 deputados não tinham o Ensino Fundamental completo. Este ano, todos possuem pelo menos o Ensino Fundamental completo.

No gráfico abaixo a idade usada é a que o deputado terá na data da posse. André Fernandes (PSL) será o parlamentar mais novo, com 21 anos. Fernando Hugo (PP) será o mais velho, com 65 anos de idade.

No gráfico sobre o estado civil dos candidatos juntamos as categorias “Divorciado(a)” e “Separado(a) Judicialmente” em uma só.

Os deputados eleitos em 2014 vinham de 26 cidades. Este ano o número caiu para 19. Fortaleza era a cidade natal de 1/3 dos deputados; este ano mais da metade são da capital do Ceará.

David Durand (PRB) é o único deputado estadual que declarou não possuir bens. Somado, o patrimônio dos demais 45 parlamentares é de R$ 41 milhões. Em 2014, 4 candidatos declaram não possuir bens e o patrimônio somado dos demais era de R$ 45 milhões.

Chama a atenção o patrimônio dos deputados cair, uma vez que a renovação na Casa foi pequena. Somando os deputados que concorreram e venceram em 2014 e os suplentes que assumiram durante a legislatura, 29 se reelegeram este ano. David Durand (PRB), por exemplo, declarou em 2014 não ter nenhum bem. Foi reeleito este ano e novamente declarou não ter patrimônio. Aderlania Noronha (Solidariedade) em 2014 também declarou não possuir bens, mas este ano declarou um patrimônio avaliado em R$ 101.167,93.

Todos os demais 27 deputados declaram bens em 2014 e em 2018. 19 parlamentares (Aderlania Noronha inclusa) declararam ganhos patrimoniais nos últimos 4 anos, enquanto outros 9 declaram em 2018 um patrimônio menor do que em 2014. Destaque para Julinho (PPS), que em 2014 havia declarado bens no valor de R$ 23 mil e este ano declarou R$ 677.129,99, crescimento superior a 2.750%. No outro extremo, Elmano de Freitas (PT), que em 2014 declarou bens avaliados em R$ 122 mil e este ano declarou R$ 21.700, uma queda de 82% no patrimônio.

Este post será eventualmente atualizado com outros dados.

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