O caso Facebook: podemos escolher quais ordens judiciais cumprir?
Flavia
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Li sim. Termos de uso são escritos para proteger a empresa, não os usuários. Mesmo que a empresa não guarde os dados em seus servidores, é importante incluir essa possibilidade nos termos de uso para que isso possa ser feito no futuro sem a necessidade de exigir uma nova aprovação da base de usuários. Em outras palavras: estamos tratando de uma garantia futura.

De qualquer forma, o meu ponto não considera relevante o fato do WhatsApp ter ou não ter esses dados. Simplesmente não tenho uma visão binária sobre a questão de acatar ou não a uma decisão judicial — principalmente quando há um claro abismo entre as implicações dessa decisão e o conhecimento que o seu autor tem do objeto que está julgando.

Decisão judicial é sim, em muitos casos, um grito — ainda que legitimado e imbuído de autoridade; mas a questão é complexa e precisa ser tratada com a sofisticação que está sendo tratada nos EUA (no caso da Apple VS FBI). Reduzir o problema a “se a Justiça mandou, tem que acatar” empobrece o debate e fecha as portas para um melhor entendimento do que é a internet e até onde vai nosso direito de privacidade.

Como disse no primeiro comentário, acho que você está do lado errado nesse caso.