Drag queen: você sabe o que é?

Primeiramente, drag queen não é o mesmo que transexual e muito menos travesti. Antes de tudo, temos que ter em mente que transexual e travesti, por si só, não são iguais: diferem-se em questões de autoafirmação e também nas diferenças de valores socioeconômicos.

Transexual é o nome dado ao indivíduo que possui uma identidade de gênero oposta ao sexo biológico e, assim, passa por transições com o uso de hormônios ou por procedimentos cirúrgicos.

travesti seria um termo mais pejorativo, marginalizado, em que o indivíduo está mais ligado a expressões de gênero, e com isso vive sua vida como o sexo oposto, usando acessórios e roupas associado a outro gênero.

A drag queen não necessariamente precisa ser integrante do meio LGBT. O termo está ligado à arte e é direcionado a pessoas cuja caracterização baseia-se na interpretação de um alter ego — outra personalidade de uma mesma pessoa –, podendo realizar performances cômicas ou exageradas. Geralmente, a drag queen assume uma personalidade exterior a si mesma, criando um novo ser a partir de sua caracterização. Tal personalidade pode ser representada como homem, mulher ou até mesmo animal.

Com o sucesso do reality show americano RuPaul’s Drag Race, tal arte ganhou ainda mais visibilidade e atinge atualmente a maior parte dos países americanos e europeus. Contudo, muitas pessoas ainda não entendem a definição de tais figuras, confundindo-as muitas vezes com outras denominações.

Nos próximos posts, apresentaremos a drag queen. Mostraremos o lado da transformação, o processo de escolha da arte e trataremos de temas como preconceito, repressão e também a visibilidade dada a estas figuras na atualidade. Abordaremos essas questões com o público, expondo opiniões quanto à arte apresentada, as performances e a própria imaginação relacionada à criação de um personagem.

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