Uma espécie de crítica a «The Greatest Showman» de um gajo que não gosta de musicais.

Decidi começar o ano com «The Greatest Showman», um musical que envolve malta do La La Land, que nunca vi, porque… musical. Yup, odeio musicais.

Mesmo odiando musicais fui ver este porque me pareceu interessante… o filme não espera muito até nos brindar com a primeira música cantada por crianças, sem contar com a sequência inicial que até estava bem jeitosa.

A história.

É uma história batida. Um tipo que nasce numa família pobre, é rebaixado pelos ricos e apaixona-se por uma rica, mas o pai dela não aprova a relação. Onde é que será que eu já vi isto?

Mas não é propriamente a história em si que me chateou a ver o filme. Nos primeiros 20/30 minutos de filme damos um salto gigantesco na história — conhecemos Phineas enquanto criança, de um momento para o outro já o conhecemos a trabalhar, noutro já o vemos com família e a ser despedido, e por aí fora — tudo isto contado a cantar.

Sinto que os personagens não foram desenvolvidos o suficiente para criar uma relação com o espectador — pelo menos a mim não criou. Gostava de ter conhecido com mais pormenor o percurso que Phineas percorreu até chegar ao seu primeiro trabalho. Gostava de conhecer mais a sua paixão, a Charity, visto que pouco ou nada sabemos dela durante o filme todo.

O resto da história é previsível do início ao fim — é a típica história de pop star — lança um hit, está no topo, mete-se na droga, acaba com tudo e começa a reabitação. Aqui não é muito diferente.

Banda sonora do caraças.

Se há coisa mesmo boa neste filme é a banda sonora, músicas com power e dignas de serem adicionadas ao Spotify para se ouvir em loop.

Para complementar a banda sonora só resta adicionar coreografias excelentemente bem executadas para trazer um musical à vida, e isso não é excepção neste filme. Coreografias on point.

Boa fotografia.

É um filme com uma imagem bastante bem cuidada. Sobre isto não tenho muito mais a acrescentar.

Em jeito de conclusão…

5/10… é uma pontuação que acho justa por todos os pontos que referi. No entanto é uma opinião que pode não ser muito válida devido à minha casmurrice com musicais.

Acho que se não tiverem nada para fazer, quiserem ir ao cinema, mas já viram quase tudo, é uma boa escolha. Mas se existirem outros filmes em cartaz, talvez seja melhor gastarem os vossos 7€ noutro filme.

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