Segundo dia do In-Comunicações 2018 promove bate-papo sobre marketing de influência

Por André Alcântara

Foto: Pedro Ramos

O segundo dia da quinta edição do In-Comunicações apresentou na tarde desta quarta-feira, 28, um bate-papo sobre marketing de influência em Aracaju e Sergipe, com convidadas atuantes na área, estudantes da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e visitantes. A atividade do evento de comunicação promovido pelo Departamento de Comunicação Social (DCOS) foi ministrada pelas produtoras de conteúdo para mídias sociais Isabele Ribeiro, Luiza Allan e Karly Marques, que falaram sobre seus desafios e dicas para aqueles que querem seguir no ramo.

Segundo Karly Marques (@karlymarquess), que é fotógrafa e influenciadora digital, marketing de influência é a forma como ela pode vender a sua imagem e a imagem do produto na internet e que executar esse trabalho em Sergipe não tem sido fácil, devido a questões que envolvem até mesmo a segurança.

Do meu ponto de vista, marketing de influência é o modo como posiciono minha ideia e vendo a imagem de modo que as pessoas entendam o que quero passar. Entretanto, fazer isso aqui em Sergipe está cada vez mais difícil, já que faço vídeos de fotografia na prática e toda a produção do meu conteúdo é externa”, pontuou.

A arquiteta, modelo e criadora de conteúdo digital Isabele Ribeiro (@isabeleribeiro), afirmou durante a conversa que o fato de Aracaju ser uma capital pequena em relação a outras como São Paulo e Rio de Janeiro é ótimo para a exploração de nichos. “A gente tem tudo na mão. Todo mundo conhece todo mundo e temos uma cidade onde tudo fica a cinco minutos, é funcional para quem quer fazer dar certo. Se você fizer com dedicação, em qualquer nicho terá sucesso. A internet é uma ferramenta barata, simples, e se usada com responsabilidade, fechou, não tem erro”, destacou.

Foto: Pedro Ramos

Luiza Allan, consultora vegana criadora do perfil @naocomosoalface no Instagram, falou sobre como começar a atuar na área, afirmando que é possível começar a produzir para redes sociais sem possuir equipamentos técnicos caros. “As pessoas querem começar a produzir conteúdo, mas não sabem como, acham que só com uma câmera cara vai conseguir fazer isso, mas não é bem assim. Eu por exemplo, não tenho câmera, tenho um celular e quando comecei tinha um aparelho inferior aos de mercado, mas desde então tenho estudado sobre fotografia feita com celular, porque é o recurso que tenho. Então tudo o que você tem, com a possibilidade que você tem, dá para fazer muitas coisas”, frisou.

A consultora vegana, afirmou ainda que tudo depende do seu propósito. “Quando se tem um ideal, tudo fica mais fácil de executar, porque você vai ter mais forças de fazer aquilo, vai passar a verdade, com amor e as pessoas vão perceber isso”, finalizou.

A edição 2018 do In-Comunicações vai até a próxima sexta-feira, 30, com oficina de quadrinhos do ilustrador Éff, um bate-papo sobre os bastidores do jornalismo esportivo com o ex-aluno da UFS e repórter da TV Globo Ben-Hur Correia e uma palestra sobre cinema e favela com Tiago Gomes, do Canal Futura.