O paradigma da formação contínua: rentabilidade

Imaginado o seguinte cenário: duas partes falam sobre próximos passos, justificação para os fazer e a seguinte frase ressoa: “Onde é que a palavra rentabilidade encaixa no seu discurso?”

Continuous learning and profit: a paradigm
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Como nos vemos e somos vistos, sem filtro (exercício durante a masterclass da Kaospilot)

Numa época onde os conceitos aperfeiçoamento, aprendizagem contínua, atualização, ou mais conhecido como “self-improvement”, estão na ordem do dia dos profissionais e das empresas, leva-me a uma reflexão sobre um conceito muitas vezes associado: rentabilidade.

Como nos vemos e como somos vistos

Quando se fala e se discute rentabilidade há sempre um paradigma associado a ter em conta, que é o ponto de vista pelo qual se irá efectuar a análise. Num diálogo entre duas partes, o ponto de vista de ambas deverá ser tido em conta mesmo quando sob uma perspectiva linear de um investimento duma empresa numa ambição de um funcionário — que não deixa de ser, simultaneamente, um projecto conjunto entre empresa e funcionário — mas que parte da iniciativa individual para a colectiva.

Podemos perguntar, de que perspectiva é válida a rentabilidade? Se estivéssemos a fazer um exercício de risco calculado, em que, à partida, saberíamos todos os factores de medição associados, a resposta estava dada. Mas não estamos. Estamos a discutir como avaliar um projecto que passa pela expansão de conhecimentos de alguém e, por consequência, da própria organização, num contexto não testado por outros.

A minha aposta é clara e direta: diversidade

Frequentar outros locais, cruzar ideias e pensamentos é fundamental. Estarmos à provas, colocarmo-nos em situações desconfortáveis, trazer visões diferentes, conhecimentos distintos e diversificados, trabalhando em conjunto, em tempo real, é com toda a certeza um investimento certeiro.

Mapear experiências e processos. As ligações óbvias podem não o ser se o ponto de vista muda, se as condições mudam, se há variáveis que mudam

A visão holística de uma organização e das pessoas que interagem com ela é o desafio intelectual que está subjacente nos dias de hoje, que sempre me atraiu e que fez com que eu hoje seja uma profissional muito mais completa. Esta visão, este conhecimento, foi, é e deverá ser sempre a base para encarar os desafios a que me proponho.

Aprender fazendo. A aprendizagem é feita pelo lado da execução. A perspectiva é pessoal, é do grupo, é da organização. O conhecimento é mutante e as exigências diárias são cada vez maiores. Não estamos mais numa era em que a teoria é passada e se replica um modelo outrora testado por dezenas de gerações. Temos que estar, e estamos, lado ao lado nos projetos que marcam. Que deixam avançar.

Quando ouvimos que estamos na fase em que são os trabalhadores que devem ter a liberdade e proactividade de procurarem as oportunidades que melhor se adequam à sua organização através da sua formação, não estamos só a ouvir o que deve ser dito, estamos a ouvir o que hoje é e será a realidade.

Mapear experiências e processos. As ligações óbvias podem não o ser se o ponto de vista muda, se as condições mudam, se há variáveis que mudam. O meu papel, como designer, foi até hoje, e será cada vez mais, o de ajudar a definir e encontrar estratégias que terão maior impacto no negócio, ajudando-o a crescer. Passa sempre pela compreensão do nosso cliente, se olharmos para fora, ou na melhoria de processos, se olharmos para dentro.

Concluindo

A rentabilidade passa sempre pela identificação de pontos de melhoria nos processos, passa pelo diagnóstico, passa pela diversidade nas abordagens, passa pela melhoria na execução, em suma, passa por fazer mais e melhor, indo ao encontro dos nossos clientes. A rentabilidade passa, sempre, pelo nosso trabalho conjunto.


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