Flamejante e borbulhante obsessão, esta. Gritos num cadenciado imprevisível e nunca perfeito oceano de labaredas furiosas. Lençóis de um rio virgem e ingénuo que fazem o leito de entre as altivas e sempre sábias cúpulas.

És monte verdejante, és céu revolto.

És botões que brotam em flor, és alimento que apodrece ao ar.

És certeza da pele imensa que nos reveste, és triste e vazia sensação de não se ser.

És bruta força das rochas que tudo aguenta, és presa indefesa desprotegida de tudo.

És luz brilhante que tudo ilumina e encandeia, és gruta obscura que tudo esconde.

És sorriso contagiante de criança, és sabedoria calorosa e leve sentada num banco de jardim.

Quem és tu?

Tu que me elevas à mais alta camada da atmosfera,

preenches todo o meu ser,

dás-me Amor que contagia tudo à minha volta,

trazes até mim toda a sabedoria de séculos de História,

pões Esperança em tudo o que vejo,

és especial até quando me abandonas por momentos,

porque me escolheste e estás sempre lá a amparar-me.