# adeus
Leia ouvindo Sharon Van Etten — Afraid of Nothing

Chega um hora, depois de muito Ansiar ser, que se é preciso embriagar de realidade. Aceitar que algumas coisas se vão independente da sua vontade de fazê-las ficar. Maturidade também é isso, é seguir. É ir em frente mesmo que o mundo, sua mente lhe force a estagnar.
Embriagar-me de álcool e me desesperar ao vê-lo partir. Sentir uma chama morrendo, um desejo crescendo sem encontrar a morte foram a certeza de que a gente segue, tu seguiu.
Ali parado em pé onde deixaste-me sozinho e aos prantos foi a certeza de que preciso enfrentar a vida, eu não sou mais um porto seguro para ti.
Sentindo-me como o Leão Covarde.
Um medo filho-da-puta de enfrentar o futuro, pois tenho a certeza que irei ter que enfrentar o teu fantasma. Um medo absurdo de que possa esquecê-lo mais adiante também.
Tenho tanto medo de fazer de minha realidade real, que me encho de fantasia e nasce em mim o medo de não ser de verdade. Quero muito ser de verdade.
Preciso encarar a vida.
Então, depois de muita dor consumir, digo que vou deixá-la ir para lá, para lá onde todos os amores mortais vão.
Afoga-lo no mais profundo abissal.
Dizem que todos nós nascemos doentes, talvez estejam certos.
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