Construção de Igualdade de Gênero — Mulheres na luta

a.esmo
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Aug 27, 2017 · 3 min read

Falar de construção de igualdade de gênero nos levar a uma viagem no tempo e a parar para vislumbrar a trajetória das mulheres, observando como elas foram se colocando na história, tendo em vista que na maior parte dela, foram consideradas inferiores e incapazes em relação aos seus semelhantes. Para que se fizesse ouvir suas vozes, foi-se preciso muita luta, resistência e perseverança.

As mulheres sempre tratadas pela história como o sexo frágil, o sexo que vive para o lar e para cuidar dos filhos, enquanto homens sempre saíram para o oficio e foram os provedores das famílias.

A luta começa quando mulheres, inconformadas com essa situação, tornam-se transgressoras do sistema da época e começam a se impor e ante o tanto de sangue derramado, evoluímos. Hoje, as mulheres possuem direito ao voto e à trabalhar, além de terem livre arbítrio para fazer decisões e imporem suas vontades.

Porém, a luta continua, uma vez que as garantias dadas às mulheres foram impostas legalmente a uma sociedade ainda despreparada para tal. Então observamos que na prática se faz de uma forma diferente do que esta na lei. Mulheres, na sua esmagadora maioria, recebem salários inferiores aos homens, vitimas de uma sociedade patriarcal que ainda observa mulheres de uma forma inferior, como incapazes, a despeito do artigo 5° da Constituição Federal em seu caput e I, que trata da igualdade entre os sexos e afirma que não haverá distinção salarial em decorrência de gênero quando houver de mesmo cargo.

O enfraquecimento da luta se faz também por muitas das mulheres ainda não entenderem o verdadeiro significado dela e por as mesmas ainda reproduzirem ideias machistas dos opressores. Isto é, em via de regra, o que acontece com grande parte das mulheres é que elas acabam sendo vítimas ao tempo que reproduzem a sociedade machista por já estarem, digamos assim, acostumada com ela.

Outra doença dos anos atuais, mas que sempre houve, é uma predominância e insistência na violência domestica sofrida pelas mulheres. A história sempre a objetivou, tornando-as apenas mais um dos bens que homens possuem. Essa reprodução absurda, porém real, nos explica os motivos de haver tantas incoerências nos âmbitos familiares, que em tese, deveriam ser locais lotados de amor e afeto.

Com a chegada da Lei n° 11.340, de 7 de Agosto de 2006, popularmente chamada de ‘’Lei Maria da Penha’’ houve um grande avanço na diminuição da violência contra mulher e consequentemente um maior número de denuncias. Mulheres respaldadas legalmente tornam-se mais corajosas a denunciar seus agressores e a exigir respeito dos mesmos.

Porém, ainda há muito trabalho de conscientização nesse sentido, sobretudo porque muitas mulheres não concretizam suas denuncias e ainda convivem com seus agressores, seja por medo deles (pois ainda possuímos um sistema carcerário e penal deficiente), seja por ainda os “amarem” (relacionado a um afeto psicológico com o agressor) e por outros motivos como a criação dos filhos.

Acredito que o caminho para sanar a desigualdade de gênero se faz pela educação, um trabalho de conscientização que demanda tempo e paciência. Em curto prazo, devemos focar na observância real da lei, garantindo que se façam realmente presente e a valer. Algumas politicas públicas devem ser observadas e um maior engajamento das mulheres com sua causa, pois a luta é delas e haver uma desavença entre as autoras não se faz saudável e enfraquece o movimento.


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