Consumismo e a Pseudo felicidade

Consumo deriva do Latim CONSUMERE, “comer, desgastar, desperdiçar”, de COM, intensivo, mais SUMERE, “tomar, pegar”, mais EMERE, “comprar, tomar, pegar”. A nossa realidade é caracterizada por uma sociedade de consumo, os níveis de produção de produtos e propaganda aumentou drasticamente comparando há décadas passadas. Sendo a prática inerente a nossa cultura, a busca pelo prazer e satisfação dos desejos momentâneos.

Ela também auxilia na construção de nossa própria identidade, prática sumamente importante na pós-modernidade, a venda da imagem ideal e a promoção individual — o quanto bonito e sedutor posso ser, o quanto jovem posso permanecer.

Todos os dias somos convidados a participar desses valores através dos meios, a busca pelo lucro, sucesso, beleza, luxo e muitos acabam interpretando um papel que não lhes pertencem, indo contra os próprios valores, vivenciando uma vida sem fundamentos e objetivos claros, uma vida ditada pelo externo.

A maioria das pessoas conseguem perceber esse fato quando o sofrimento se torna crítico, instalando um vazio existencial (o que temos visto com maior frequência nesses tempos) e cada indivíduo tem sua forma de expressar esse comportamento disfuncional. Por exemplo, com ansiedade; Depressão; Baixa autoestima; Consumo de drogas e bebidas alcoólicas; A busca sem fim da perfeição física; Obsessões ou apenas uma insatisfação recorrente.

Uma pesquisa que tive a oportunidade de ler nessa semana, constatou que 80% das mulheres se sentem insatisfeita com sua aparência, o que chama muita atenção, pois coincidentemente a mulher também é alvo de objetificação no mercado consumista. As mais variadas tendências de roupas, cosméticos com mais de 100 utilidades, tratamentos estéticos,sapatos para a noite, para o dia, para praia, entre diversos produtos.

Não ficando de fora os programas de televisão, propagandas e filmes, como meio de disseminar um ideal de beleza que não pode ser atingido, o que realmente atinge é a insegurança ou o ego do espectador. Isso nos leva a perceber que a mídia lucra com a nossa autoestima , uma parte muito importante para a vida de uma pessoa, pois a autoestima dita nossas escolhas, nossa forma de enxergar a vida, nossa assertividade, a confiança, entre outras coisas inerentes a nós.

Pelo ciclo que se retroalimenta se torna difícil não ser parte deste sistema, os produtos assumem papéis que as pessoas vestem, poderíamos chamar a isso de “consumismo subjetivo”. Estes são comportamentos adotados por nossa sociedade e mesmo que seja superficial e momentânea essa satisfação é uma forma que aprendemos para alimentar nossa confiança, autoestima e o nosso bem estar.

Para quem se sentem divagando nessa vai e vem da vida, vale à pena optar pelo autoconhecimento, o questionamento. Porque eu faço isto? Onde eu quero chegar? Quais são meus valores? Qual é o meu objetivo? O que eu desejo e o porquê eu desejo? O que eu vou fazer vai trazer algo positivo para mim ou para alguém? Estou me desenvolvendo para algo melhor?