A subida

O dia estava lindo, o sol brilhava e tinha um ventinho frio que tornava aquela temperatura agradável. Eu e dois amigos, decidimos fazer uma trilha pela a primeira vez juntos.

Saímos a tarde, meio desorientados, pegamos um ônibus que deixou a Gente perto do começo da trilha, quando descemos não sabíamos em qual direção ir, um garoto de mais ou menos uns 15 anos viu nosso olhar de perdidos e perguntou para onde iríamos, ele ensinou direitinho o caminho e avisou que até o topo ia demorar muito, encaramos o tempo e a distância e seguimos com a esperança de que nossas águas durassem até a volta.

Durante o percurso, nossa resistência foi desafiada bastante, e ficamos de boca aberta com a quantidade de gente que era muito mais velha que nós e subia aquilo de bicicleta ou correndo, enquanto apressávamos o passo o máximo que a gente podia, preciso falar em especial de uma velhinha que subia a montanha de bicicleta com uma força nas pernas de dar inveja pra muita gente bem mais nova, inclusive eu.

Continuamos segundo, com os pés cansados, o corpo suado e sem fazer ideia de quantos km tinha o percurso, só seguimos em frente, com algumas poucas pausas pelo o caminho. As nossa pernas doíam, as de um companheiro mais do que a minha e as do outro. Por quê? Fazia tempo que o cara não se exercitava, então era normal sentir os músculos doendo, ele estava tirando eles da zona de conforto, e aquele incômodo doía mas também era um bom sinal, o que nos desafia nos faz crescer.

A gente caminhava e parecia que nunca chegava, pensamos em desistir e volta uma vez, mas já estávamos lá, voltar atrás? Não mesmo! Missão dada é missão cumprida, e queríamos cumprir aquela missão. Enquanto ainda subíamos, a velhinha que passou da gente na subida já estava voltando, que vergonha! Mas era nossa primeira vez, pela a condição física da velhinha dava pra perceber que de longe aquela não era a primeira vez dela, e a gente sabia que a subida ia ser mais difícil do que a decida.

Quando já estávamos com o músculo fadigado e o corpo morto de cansado, avistamos o topo que queríamos chegar, finalmente! A vista era realmente linda! Mas o melhor para nós não foi a vista, foi o caminho que nós percorremos, foi ele que nos desafiou e testou nossa capacidade e resistência, foi ele que tirou nossos músculos da zona de conforto e os deixou mais fortes.

Valeu a pena, perguntei ao meu amigo quantos km tínhamos percorrido, ele disse que 12 km! O que pra mim era muito, nunca que eu acreditaria que ia conseguir subir e descer, no máximo percorro 3 km na esteira da academia e já fico cansada, quanto mais 12 de ida e 12 de volta! E como tinha sido a primeira vez, a sensação era de que o tempo tinha durado muito mais do que realmente durou.

Se eu soubesse da distância, era provável que eu achasse que não que não iria conseguir, mas fui sem nem fazer ideia e acabei conseguindo, às vezes achamos que não vamos conseguir conquistar alguma coisa, quando na verdade nossa capacidade é muito maior do que a gente imagina. É preciso dar uma chance a novos desafios, e faz bem percorrer novos caminhos e admirar novas vistas nunca antes conhecidas pelos nossos olhos.

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