A noção inbound que a internet trouxe

A internet está aí e, se isso mudou a forma como as pessoas se relacionam, imagine o que fez com a forma com que elas consomem produtos e serviços!

É um raciocínio tão óbvio, mas que muitas empresas insistem em resistir. A maioria delas ainda lotam nossos emails com mensagens de marketing tradicional. Fazem isso no Facebook. Nossa sorte, é que lá isso é bastante amenizado graças aos diversos algoritmos que inibem o alcance das fanpages, garantindo a qualidade do nosso feed de notícias.

O fato é que, o mundo já tem uma filosofia inbound e isso não nos deixa outra alternativa, senão sermos inbound também.

É preciso que nos conscientizemos de que aquele público, sobre o qual despejávamos nossas mensagens marketeiras, tem o poder de escolher o que vê, o que assiste.

No Google, existe um recurso que, quando habilitado, bloqueia a exibição de anúncios — o AdBlock. Mas, não é porque um determinado indivíduo não está com esse recurso habilitado que ele vai ver seu anúncio. Qualquer usuário do Youtube, por exemplo, sabendo ele desse recurso bloqueador ou não, está perfeitamente treinado para pular sua mensagem após os 5 segundos impuláveis.

O Google, assim como o Facebook, zela pela qualidade de suas plataformas. Significa dizer que, não é porque se pode pagar pela publicidade, que se terá privilégios de visibilidade. Ambas as plataformas privilegiam quem tem condições reais de satisfazer as necessidades informacionais de quem as acessa.

Inclusive, o Google divulgou uma pesquisa recente que mostra que menos de 10% de seu público clica em resultados de anúncios (aqueles que aparecem com preenchimento amarelo, lembrando as páginas amarelas). Sabe por que isso?

Muito simples!

O Google conseguiu nos educar no sentido de que devemos dar mais credibilidade aqueles resultados que aparecem organicamente nos resultados de busca.

Sem perceber, julgamos que esses, que aparecem sem essa barra amarela, realmente possuem conteúdos tão consistentes que não precisaram de verba pra aparecerem em lugar privilegiado no Google.

As grandes plataformas, que tornaram a internet o que ela é hoje, dão ao seu público uma experiência completamente inbound, totalmente engajada no interesse real das pessoas. E essas plataformas requerem que nós as usemos com essa mesma filosofia.

Fazer marketing de atração. Isto é trabalhar de forma inbound. Isto é o próprio inbound marketing.

Esqueça, pelo menos um pouco, os imperativos. Eles são bons, mas devem ser usados em último estágio de relacionamento com seu público.

Antes de ordená-lo a uma ação, instigue, atraia e seduza-o. Aí sim, ele estará convencido a tomar uma decisão favorável ao seu negócio.

Cedo ou tarde, essa noção inbound se fará vital para a sustentação de qualquer negócio na web.

Por fim, podemos dizer que a Insólita é resultante dessa necessidade de comunicação verdadeiramente nova. Resultante desta necessidade, que cada dia se faz mais latente e de que todos os dias somos testemunhas.

Por Sabrine Moura. Redatora da Insólita — Marketing de Conteúdo