Após 18 anos de desativação, antigo lixão do Jangurussu ainda deixa consequências

O Lixão chegou a ocupar um área de 24 hectares chegando a medir 40 metros de altura.

Lixão do Jangurussu às margens do Rio Cocó (Foto: Talita Silva)

Talita Silva

Durante 20 anos (1978-1998) o lixão, ou como é conhecido popularmente, a “Rampa do Jangurussu”, que está localizado no próprio bairro Jangurussu (por isso a origem do nome), serviu de depósito para todo o lixo produzido em Fortaleza. Todos os resíduos sólidos, sem passar por nenhum tratamento, eram despejados no lugar.

Hoje, mesmo com 18 anos que foi desativado , ainda é possível observar as consequências que ele casou tanto no meio ambiente como também para a população do seu entorno.

Quem passa por perto do antigo lixão e não conhece a sua história, logo deduz que é uma serra qualquer. Isso porque atualmente ele está coberto por uma vegetação fixa que foi implantada pelas autoridades competentes a fim de recuperar a área e de torná-lo visivelmente mais agradável. Mas o que se esconde debaixo dessa vegetação são toneladas de lixo consolidado.

Diante das questões que já foram estudadas sobre o local, como por exemplo, o prejuízo que ele causou ao meio ambiente, a contaminação das águas do lençol freático e as doenças causadas pelo contato direto com o lixo, descobrir que o lixão que sempre foi visto como um “vilão” para a sociedade, para muitas pessoas serviu como fonte de renda e de sustento.Como é o caso do cabeleireiro Fernando Alves que sustentou seu filho com o dinheiro que ganhava diretamente da reciclagem no lugar.

Mesmo com a existência de algumas políticas públicas para tentar minimizar as diferenças sociais, o Brasil está na lista dos dez piores países no quesito desigualdade econômica. E os moradores do entorno do antigo lixão do Jangurussu vivem diariamente essa triste realidade.

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