Aproximadamente 85% das crianças possuem alergia alimentar

Elissandra Sales

Ana Júlia, criança portadora de alergia alimentar (Foto:Karine Elen)

Segundo a Associação Brasileira de Alergia e imunologia (ASBAI), a maioria dos problemas de alergia alimentar atingem 85% das crianças, sendo causados pela produção de um tipo de substância no organismo, chamada de Anticorpos de Imunoglobulina e IGE, podendo afetar cerca de 6 a 8% das crianças com menos de três anos de idade e até 3% dos adultos.

A alergia alimentar é uma reação do sistema imunológico que ocorre logo após a ingestão de um determinado alimento. Mesmo que consumido em pequena quantidade, o alimento pode causar alergia desencadeando sinais e sintomas que costumam variar o grau de gravidade.

Mesmo que a cura não tenha sido descoberta ainda, algumas crianças superam sua alergia alimentar à medida que envelhecem, mas algumas alergias podem durar a vida toda. Os sintomas de uma alergia alimentar aparecem imediatamente ou até duas horas após comer, por isso é importante ficar atento caso ocorra algum sinal, é importante procurar logo um médico para ajudá-lo no diagnóstico.

O alimento que mais causa alergia nas crianças é o leite. Sendo a grande causa da Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), uma reação do sistema imunológico as proteínas do leite, principalmente as proteínas do coalho (caseína) e as proteínas do soro (alfa-lactoalbumina e beta-lactobulina). A Influência genética/familiar é o fator mais associado ao desenvolvimento desse tipo de alergia.

Filhos de pais alérgicos possuem 75% de chances de desenvolvê-la. Mas crianças sem histórico familiar também podem apresentar APLV. A oferta precoce de leite de vaca para bebês, principalmente nos primeiros dias, aumenta as chances de desenvolver esse tipo de alergia. A exposição precoce às proteínas do leite acontece quando ao nascer, o intestino e o sistema de defesa do bebê ainda estão terminando de se formar ou seja “aprendendo” a fazer a digestão dos alimentos e a defender o organismo podendo confundir o leite como uma substância nociva causando a doença.

Depoimento Karine Elen, mãe de Ana Júlia, criança portadora de APLV ( Vídeo: Elissandra Sales)
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