Doação de órgãos: um gesto de amor e solidariedade com o próximo

É através da doação de órgãos que pacientes voltam a viver e a sorrir. Não existe demonstração maior de amor ao próximo do que esse gesto.

Casal de transplantado que se conheceu no Hospital do Coração de Messejana (Foto:Talita Silva)

Pessoas que tiveram a chance de continuar vivendo, graças à postura de familiares que em meio à dor da perda de um ente querido optaram por salvar vidas de uma ou mais pessoas, sabem bem a importância desse ato tão solidário e humano. Como é o caso de José Milton Pereira, 58 anos, e Marilac Batista, 55 anos, ambos receberam um novo coração.

Dois anos e três meses foi o tempo que José passou na fila de espera. Para ele, o período foi muito difícil e angustiante. “Foram anos de sofrimento. Passava vários dias em hospitais com diversos aparelhos respiratórios lutando para sobreviver. Até que um dia recebi a notícia que iria “ganhar” um novo coração. Minha vida mudou desde então”, declarou o comerciante.

Já a namorada, Marilac Batista, esperou um ano e três meses para receber o órgão, o qual ela mesma denomina de “meu neném”. Após sofrer um infarto agudo, ela ficou impossibilitada de realizar qualquer atividade que demandasse algum esforço físico, mas ela sempre manteve à esperança que sua vez iria chegar. “Eu esperava um novo coração como uma mãe espera um filho.

O casal, que se conheceu no Hospital do Coração de Messejana, já está junto há 13 anos. Eles começaram a namorar quando foram tomar conta da cantina implantada pela Associação dos Transplantados, que tem o objetivo de arrecadar recursos para a entidade ajudar os associados em suias necessidades.

Hoje já faz mais de 16 anos e 5 meses que José Milton recebeu o órgão de um jovem que teve morte encefálica e mais de 14 anos que Marilac adquiriu o seu “neném”, como ela mesma chama. Mas não tem um dia que eles não sejam gratos pela sorte que tiveram. Se hoje eles vivem essa história de amor é porque existiram pessoas que superaram a dor e o sofrimento e resolveram ajudar as outras, dando para elas a chance de continuar vivendo.

No Ceará, a taxa de doadores efetivos de órgãos é mais alta do que a nacional. É o que afirma uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). No Estado, a taxa de doadores é de 24,3 a cada milhão de habitantes, enquanto no País a taxa é de 14.

Toda pessoa pode ser um potencial doador de órgãos e tecidos, tanto em vida como após a morte (encefálica). Neste caso, não precisa deixar nada por escrito, basta que a família autorize a retirada. Por isso é tão importante informar aos familiares sobre a sua decisão. Doe vida, doe órgãos e tecidos. Alem de salvar vidas, doar é um ato de amor.

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