Família: a base de Sandra Graça para governar Londrina

Sandra Graça (Foto: Reprodução/Facebook)

“A prefeitura precisa ser um canteiro de soluções para o cidadão londrinense”, é com essa frase que a candidata a prefeita de Londrina, Sandra Graça (PRB), pretende guiar seu mandato caso seja eleita no próximo dia 02 de Outubro.

Sandra, 56 anos, sendo que desses, 16 anos de legislativo da cidade, acredita que o fato de ter participado de quatro mandatos consecutivos seja um diferencial, já que, de acordo com ela, isso a faz “conhecedora da cidade” e das demandas que Londrina enfrenta. O fato de conhecer bem a cidade pode ser comprovado na exatidão com que ela usa os dados que vão desde o número de servidores da prefeitura até o de crianças da educação infantil fora da escola.

Em quase 45 minutos de entrevista, fica visível que o principal valor que guia a vida da vereadora é a família. Creditando à base familiar toda a questão da vida de um indivíduo, Sandra Graça defende que todo cidadão deveria ter uma família bem estruturada, pois muitas vezes essa falta de apoio familiar pode fazer com que o mundo acolha a pessoa de forma diferenciada, podendo ser essa a “drogadição”, “prostituição” ou a “criminalidade”. Durante a entrevista, Sandra deixa claro que sua politica deverá ser voltada para aquela que mantem a continuidade da família.

“Uma fiel escudeira da educação”, é esse lema que a candidata pretende levar adiante no que tange ao tema. A citação de Marcelino Champagnat, de que “educar uma criança é mais importante do que governar o mundo” evidencia a importância que ela trata o assunto. Sandra entende a importância do tema na formação do cidadão e por isso defende a ampliação do número de vagas para crianças de 0 a 5 anos, além da continuidade das obras das 14 unidades municipais de educação infantil que não serão concluídas na gestão atual do prefeitura.

Ela considera o Passe Livre uma importante conquista para o cidadão, entretanto, para o próximo ano, caso seja eleita, não pretende ampliar o número de subsidiados e sim disciplinar a política pública para seu papel fundamental, que ela considera como uma das formas de levar escolarização para o cidadão de Londrina.

Compreendendo a crise financeira que a prefeitura passa, Sandra sabe que a partir do dia 01 de Janeiro de 2017 qualquer prefeito eleito terá um grande desafio pela frente. Ela defende que seu papel principal será zelar pelas finanças públicas da cidade e aponta ainda que seu vice Marcos Urbaneja (PDT) é um diferencial nesse processo já que possui experiência em controladoria. Sabendo que é impossível governar uma cidade sem diálogos, a candidata acredita que uma conversa entre servidores e a sociedade de Londrina deve ser fundamental em uma gestão que tem por objetivo equacionar gastos e otimizar resultados.

Destacando a importância que a gestão do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) teve no desenvolvimento de Londrina, Sandra disse que sempre foi uma apoiadora dos projetos que o prefeito precisou votar na câmara e com exceção de apenas dois — que ela não citou quais são — todos os outros tiveram o seu aval. Ciente da burocratização que muitas vezes a prefeitura e até mesmo os cidadãos enfrentam, a candidata diz que sua gestão será desburocratizada, mas que isso não significa trabalhar com o famoso “jeitinho”. Nesse caso, a desburocratização será a revisão dos processos e a criação de comitês multi-setoriais para trazer maior celeridade e agilidade para a vida do cidadão.

Quando confrontada com a questão da saúde em Londrina, Sandra reconhece que a situação atual é um caos e dessa forma o foco de suas propostas são a ampliação de unidades da saúde da família, de 94 atual para 120, o fortalecimento das UBS (Unidade Básica de Saúde) dos bairros e a criação da sede do Samu com heliponto que ela considera estratégica para agilizar o atendimento. Mesmo sabendo que terá um orçamento reduzido para os próximos anos, ela acredita ser capaz de pôr em prática em quatro anos de mandato, se eleita.

Mãe de três filhos, diz que muitas vezes foi pai e mãe ao mesmo tempo — ela usou isso em sua campanha na tevê — Sandra afirma que a mulher na política tem uma grande importância já que geralmente, mulher tem uma sensibilidade maior em alguns aspectos, e pelo fato de procriar, possui um vínculo maior na luta pela vida. Ela diz que não faria uma gestão 100% feminina pois acredita que um governo deve ser guiado por duas mãos.

Quando o assunto é a fé e a política, Sandra Graça, que em alguns momentos da entrevista cita Deus, diz que é necessário usar a fé, pois “a fé não tem limites”. Para ela, a célula fundamental dos valores cristãos é família, já que é a instituição que perpetua os preceitos de geração em geração.

Afirmando ser uma defensora dos direitos humanos, ela entende a importância de governar com respeito a todas as religiões e diz “não é necessário aceitar as decisões que cada indivíduo toma, entretanto todos tem como dever respeitá-las”. É com esse pensamento que no final da entrevista, Sandra Graça cita os dois primeiros mandamentos da bíblia que ela considera importantes: “Amar a Deus sob todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo”.

César Henrique Rezende— com colaboração de Guilherme Bernardi

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