carta para a namorada que ainda não foi espancada
Débora Nisenbaum
16114

Eu sinto muito, muito, muito que tenha passado por isso. Foi difícil ler esse texto, eu já sabia que seria pesado e vim me preparando para lê-lo, pensei que o tivesse feito ou ao menos que já me sentia mais confortável com ele, no entanto, estava engana, e é por certo, não há como lê-lo sem se afetar.

Não sinto que tenho palavras suficientes e adequadas para comentar sobre, nunca passei por tal e espero nunca passar, mas já vi acontecer tais agressões de perto; e não é novidade, muito menos difícil, encontrar notícias de agressões, tanto físicas quanto psicológicas, causadas por parceiros e parceiras.

Eu sinto muito por você, pelas mulheres que conheço, pelas que eu não conheço, e por todas nós.

Esse depoimento é muito importante, deve ter sido muito difícil escrevê-lo e compartilhá-lo na internet, e eu fico feliz que o tenha feito. Eu não sei se compartilha da mesma opinião, mas eu acredito na escrita como uma forma de libertação, uma terapia também, escrever para si mesma transmite leveza, ao menos, eu sinto isso, e espero que tenha sentido algo como tal, que, de alguma forma, tenha se libertado. E obrigada por compartilhá-lo.

Desejo que as coisas estejam indo melhor para você, que tenha se descontaminado desses sentimentos tóxico, ou que esteja indo bem nesse processo. Como estão sua família, seus amigos?! Passe um bom tempo com eles, e cuide-se, você é uma existência preciosa. ♡

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