Eu não tenho falado muito sobre amor. Sentimento primordial que nos leva a fazer tantas coisas, como eu escrever. O amor me levou e me guiou até aqui, Mas acabamos nos perdendo, às vezes, pelo caminho. Claramente o seu tom frio e calmo de cores e o calor da trilha nos faz falta. Então clichê dizer isso, por que tão difícil de ser aplicado? Sinto falta do clichê. A nostalgia me cobre com aqueles risos frouxos, com a simpatia ordinária e principalmente com os olhares. Aqueles recebidos, os trocados ou os apenas guiados. Deveria abrir os olhos novamente. Para aqueles planos detalhes que tanto me agradam, para os big closes que trazem curiosidade (às vezes sanada em seguida) e os planos abertos que me dão vontade de me jogar ao mundo ao mesmo tempo que fazem minha barriga se contrair. O amor, puro e simples, me levou a todos textos que escrevi, a todas fotografias que dediquei meu tempo, a todas mãos, corpos, peles que toquei. A todos os olhares que compartilhei. Me sinto perdida sem meu guia, mesmo com tanto cenários e personagens, não tenho roteiro, não tenho diretor, mas o pior, não me tenho dentro deste. Uma provável nova observadora que não observa.