Meu amor é nu. Meu amor é sem roupa, com a pele se acariciando, quente, quase grudada. É beijo demorado no pescoço com palavras ao pé do ouvido. O hálito propagado sobre os poros sem conseguir sair, concentrado em torno de algumas palavras. Meu amor é sem corpo. Despido dos meus músculos e ossos. É essa minha alma confusa com alguns nós e caminhos tortos. Expandida no outro como se quisesse engoli-lo. Meu amor é sem alma. Não faz questão de ser entendido, nem por ele mesmo. É uma loucura sem cérebro. O meu amor não é aquele amor. Meu amor não é nada, mas é tudo.

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