Poemas são pequenos filmes que eu coleciono

na pratilheira escondida no menor e mais longe quarto.

Às vezes acabo parando aqui com o projetor ligado.

Sou tantas que não sei quem eu quero ser

Mas enquanto cada cena acontece, eu tenho certeza que quero ser aquela.

Não que eu seja aquela.

Não que eu não seja aquela.

As sensações correm pelos meus poros

mergulhando e saltando .

E os olhos brilham.

Brilham de ternura, de amor, de esperança

ou se enchem de melancolia,

transbordam e me cobrem.

Olhando nos meus olhos — projetados — grandes e esverdeados

eu não me vejo.

Porque dentro daquela, existem muitas de mim também;

carregadas a cada frame

como os filmes antigos dos quais você não quer se desfazer.

Eu não sei se posso ser todos eles

Também não sei se posso ser nenhum.

Após tantas horas assistindo luzes,

Eu sou tudo isso.

Eu sou só luz.

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