Que se faça a cena

Dentro da minha cabeça

Da simplicidade

Do paraíso.

Que seja minha casa

Meu refúgio.

Com as garrafas de vinhos,

Translúcidas e encantadoras.

Pelos cantos

Acompanhando os rabiscos

Das noites de alma agitada

Pela mesa, pela parede, pelo chão.

Tem luz capturada

Rasura desenhada

Poesia estampada.

E pode entrar.

A porta tá sempre aberta

Não tem o que esconder.

Mas não faz barulho

Talvez eu esteja deitada

Naquele colchão velho no canto

Enrolada no meu cobertor vermelho

Sonhando.

Mas me pergunto:

O que será que eu sonho no meu sonho?

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