Como Acabar Com as Dívidas Em 5 Passos

Alguns dias atrás recebi um email de uma pessoa que estava muito endividada e queria ajuda para sair do vermelho. Então resolvi fazer um vídeo para ajudar as pessoas que se encontram nessa situação e não sabem a melhor forma de acabar com suas dívidas.

É importante que você saiba que as dívidas geralmente se tornam um grande problema quando elas são feitas sem um bom planejamento prévio, e principalmente quando elas estão acima da sua capacidade financeira.

É o típico caso de gastar mais do que ganha.

Como os juros das dívidas são muito altos, além delas se tornarem uma séria ameaça a suas finanças, elas acabam afetando inclusive a sua saúde, por causar muito estresse e excesso de preocupação.

Então para te ajudar a sair dessa situação e não voltar mais, irei te mostrar agora um passo a passo que você deve aplicar o quanto antes para acabar com as dívidas em 5 passos.

1 — Qual o Motivo da Dívida?

O primeiro passo é se perguntar qual o motivo da sua dívida.

Você deve parar e refletir sobre o porquê você tem essa dívida para ver se ela realmente vale a pena.

Essa reflexão irá ajudar você a não se endividar no futuro com coisas que não são importantes.

Para você entender melhor, vamos comparar dois casos diferentes.

No primeiro caso, você pode ter contraído uma dívida para financiar a compra da sua casa, por exemplo. E no segundo caso, você adquiriu um empréstimo pessoal para comprar bens de consumo, como celular, tablet ou uma televisão de última geração.

Dependendo da sua condição financeira, a dívida da casa própria pode ser uma decisão sensata, desde que não comprometa seu orçamento com uma prestação acima da sua capacidade de pagamento e também caso as taxas de juros do financiamento sejam compatíveis com as taxas de mercado.

Vale lembrar que a decisão da compra um imóvel tem um grande impacto em sua vida financeira, e essa decisão deve ser muito bem pensada e planejada.

Já a dívida do empréstimo pessoal quase sempre é uma decisão ruim, pois geralmente ela acaba não agregando valor suficiente na sua vida para justificar o empréstimo.

E infelizmente esse tipo de dívida costuma ser constante na vida de muita gente que acredita que desde que as parcelas “caibam no bolso”, não há nenhum mal em estar sempre pagando prestações e juros para adquirir bens de consumo.

Após a compra do celular, tablet ou da televisão nova, logo surge uma nova dívida para comprar um outro bem de consumo. E depois vem outra, e mais uma, e depois outra… e o grande problema é que esse ciclo nunca acaba!

Situações como essa acabam reduzindo muito a capacidade de poupar e investir, levando a um espiral de pagamento de dívidas e juros que muitas vezes se tornam incontroláveis.

Então você deve sempre analisar se a dívida que você tem ou pretende fazer é para algo realmente importante na sua vida, como pode ser o caso da casa própria, ou se é para um supérfluo, uma gratificação imediata que não vale a pena no longo prazo, como é o caso dos bens de consumo em geral.

2 — Analisar a Taxa de Juros

O segundo passo é analisar a taxa de juros da dívida que você já possui.

Quanto maior for os juros, pior é a dívida.

Você deve evitar ao máximo contrair qualquer dívida que tenha uma taxa de juros alta pois uma dívida assim pode gerar sérios problemas financeiros.

Em geral, é um bom sinal se a taxa de juros de uma dívida for menor do que a taxa SELIC.

Voltando no exemplo do imóvel, vamos supor que o financiamento imobiliário tem uma taxa de juros de 10% ao ano.

No momento em que estou escrevendo esse artigo a taxa SELIC está em torno dos 14%. Então nesse caso, um financiamento imobiliário com uma taxa de juros de 10% pode ser considerado bom se a SELIC está em 14%.

Já no caso do empréstimo pessoal, vamos supor que a taxa de juros seja de 30% ao ano.

É bem comum os juros serem altos para um empréstimo pessoal e quase sempre ele estará muito acima da taxa Selic.

Esse é um péssimo sinal porque caso você não quite essa dívida o mais rápido possível, em pouco tempo as coisas podem sair fora do controle e você pode começar a ter sérios problemas financeiros.

Então você deve analisar a taxa de juros das dívidas que possui e dar uma atenção especial para as dívidas que tem juros altos.

3 — Avaliar Sua Capacidade de Pagamento

O terceiro passo é avaliar sua capacidade de pagamento, ou seja, verificar se as dívidas que você possui são razoáveis em relação ao seu orçamento.

Como regra geral, mesmo que tenha um financiamento de alto valor, como no caso de um imóvel, é indicado que o valor da prestação não ultrapasse 20% de sua renda.

Se esse valor for superior a 30% por exemplo, isso já é um sinal de que caso qualquer imprevisto ocorra, você pode ter sérios problemas para honrar o pagamento das prestações e isso pode levar ao acúmulo de dívidas e juros crescentes.

Se você está numa situação onde o financiamento imobiliário representa metade de sua renda por exemplo, considere financiar um imóvel mais barato ou até mesmo continuar morando de aluguel para que o seu sonho não se transforme num pesadelo e acabe arruinando sua vida.

4 — Decidir Qual Dívida Quitar Primeiro

Depois de ter feito os 3 primeiros passos, é hora de decidir que dívidas você deve quitar primeiro.

E a melhor maneira de acabar com as dívidas que sugam suas finanças é pagar primeiro as dívidas com as maiores taxas de juros.

Como regra geral, você não deve priorizar a dívida que tem o maior valor, ou a dívida que tem o maior prazo.

O certo é você primeiro quitar a dívida que tem a maior taxa de juros.

Se você tivesse as 2 dívidas dos exemplos do financiamento imobiliário e do empréstimo pessoal, a prioridade seria quitar o empréstimo pessoal porque a taxa de juros do empréstimo é muito maior do que a taxa do financiamento do imóvel.

Enquanto a taxa do financiamento imobiliário é de 10% ao ano, a taxa do empréstimo pessoal é de 30% ao ano. Então a taxa anual do empréstimo é 3x maior que a do financiamento, o que significa uma ameaça muito maior para suas finanças.

Se você tiver dívidas com juros altos como cheque especial ou cartão de crédito, o pagamento delas é prioridade máxima pois costumam ter juros altíssimos.

5 — Renegociar as Dívidas

O último passo para acabar com as dívidas é tentar renegociá-las.

Se você tem várias dívidas diferentes que estão comprometendo suas finanças, veja se é possível consolidar essas dívidas numa só e com uma taxa de juros mais baixa.

Dessa forma a gestão de suas dívidas fica mais fácil e você ainda reduz o montante em juros que pagaria.

Lembre-se de não se comprometer a pagar um valor maior do que o possível para seu orçamento, ou acabará se complicando novamente.

Bom, esse é o passo a passo que você deve aplicar para eliminar suas dívidas.

E para não voltar a se endividar, antes de comprar qualquer coisa você deve analisar com cuidado se é algo realmente importante e necessário para você, e também se o seu orçamento não correrá perigo caso prossiga com a compra.

Essa pequena mudança de mentalidade é fundamental para você não ter mais problemas com dívidas e conseguir retomar o controle da sua vida financeira. Assim você acabará com o stress causado pelas dívidas e vai viver mais tranquilo.

Para evitar que faça novas dívidas, recomendo que aprenda imediatamente a economizar dinheiro.

Se gostou do artigo compartilhe para que essa mensagem chegue a mais pessoas que também estão nessa situação.

Forte abraço,

André Silva