Destrua os mostros

Perante minha consciência me determino como lascas abstratas sobre um quadro sem forma nesse mundo que não considero meu.

Tudo que meu subconsciente fala, não só está dito, como também permanece, igual música chiclete que não desgruda da cabeça. Só terei a sorte de esquecer quando for ocupada por outras irrelevâncias, porém, isso não impedirá que a música volte a me perturbar se eu ouvi-la tocar num bar qualquer, de uma esquina qualquer.

Acredito que essa agonia, esse nó na garganta e essa vontade de gritar seja uma reação do meu corpo contra eu mesma. O meu EU esperneia feito criança mimada para não concluir o processo desintegração.

Que seja muito dolorido mesmo, mas que conclua.

Eu não quero elogios, isso disfarça involuntariamente minhas inseguranças como aqueles estudos que apontam que mulheres de cabelo curto costumam ter a personalidade mais forte.

Massajei meu ego e eu te mostro como gostaria que me visse, massajei meu alter ego e eu te mostro o pior de mim.

Like what you read? Give Invisível a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.