Uma crítica ao princípio da não-agressão (PNA) e à ética anarcocapitalista
Vinícius Litvinoff Justus
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Você parte do pressuposto de que a teoria anarcocapitalista é baseada na liberdade. Isso está errado porque como você mesmo afirmou, liberdade plena só existiria se fossemos onipotentes. 
Contudo, a ética anarcocapitalista tem seu pilar na auto-propriedade e na propriedade privada.

A ética argumentativa hoppeana NÃO É DEDUTIVA, ela é uma proposição pragmático-transcendental e não pode ser negada sem contradição performativa, nem ser justificada sem petitio principii.

A ética tem por objetivo determinar quais ações são socialmente aceitáveis. Mas a ética argumentativa hoppeana apenas faz uma mostragem de uma norma que já é aceita por argumentadores, e sem argumentação lógica e racional não há normas justificáveis, e, sim, normas arbitrárias e irracionais (como as do estado).

Marian Eabrasu (2009) assim elucida:
“Evidentemente, este raciocínio não deduz um ‘dever ser’ de um ‘ser’. Ele enfatiza a auto-contradição ao se negar uma proposição de dever ser, i.e., o axioma da auto-propriedade.”

A ética argumentativa hoppeana é uma peneira de normas, todo argumento que tenta justificar a violação da propriedade é contraditório per se, é como tentar argumentar que comunicação não existe.

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