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Holocausto

iPhil
iPhil
Jan 27, 2018 · 3 min read

No dia em que se comemora o Dia das Vítimas do Holocausto, não podia deixar de escrever sobre Auschwitz.

No final de 2016, motivado pelo contexto mundial em que nos encontramos, achei que seria a altura certa para visitar Auschwitz. Acabei por fazê-lo no final do Verão de 2017.

Acabei por nunca falar muito sobre o tema, para além das fotos que partilhei na altura, no Instagram, mas que não transmitia muito mais do que era possível ver nas fotos, cuja selecção foi feita com critério e cuidado, por respeito às vítimas e ao espaço.

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Muitos meses depois, continua a ser complicado descrever e transmitir o que me ia na alma durante a visita. Mas havia uma pergunta que não me saía da cabeça e que se mantém até hoje… “Porquê?”

Da visita, fica a memória dos objectos pessoais dos que ali sofreram. Os pertences e os bens que tiveram que abandonar no momento em que ali entraram até às fardas listadas que foram obrigados a vestir. A cor das roupas, a sua textura, a história de quem as vestiu. Os óculos. Os sapatos. Milhares e milhares. A sala das duas toneladas de cabelos de mulheres. A vitrine com tecido feito com esses cabelos. Esse foi o meu momento. Dei um passo atrás… e questionei… tudo!

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Aquele espaço, é muito mais do que um museu ou um memorial…Em silêncio, passamos pelo corredor de fuzilamento e pelas primeiras câmaras de gás e chegamos a metade de visita com a real percepção do que ali aconteceu, naquele espaço gigante. Mas quando achamos que Auschwitz I é gigante, ainda temos Auschwitz II — Birkenau.

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É a perder de vista… a escala é surpreendente. Só para terem uma ideia… Auschwitz terá recebido cerca de 16 mil prisioneiros. Auschwitz II — Birkenau, recebeu cerca de 90 mil prisioneiros e 4 câmaras de gás, ou melhor… as suas ruínas, porque os Nazis tentaram destruir as provas do que ali aconteceu.

Sim, é uma visita de emoções e sentimentos muito fortes. Mas é uma visita que recomendo vivamente. Todos nós, temos o dever de a fazer e transmitir para as futuras gerações o que ali aconteceu, para que nunca seja esquecido e não volte a acontecer.

Hoje, confesso, tenho alguma dificuldade em ver imagens dos campos de concentração. Um documentário, uma série, um filme ou até mesmo um jogo. Sim, acabo por conseguir ver… mas não deixo de ficar com aquele aperto no peito.

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