O fim do “Headphone Jack”

Sim, chegou o momento de falar do fim do “Headphone Jack”.

Quando avancei para o iPhone 7 Plus, já tinha realizado o upgrade dos “headphones” que me acompanham.

Logo após a apresentação, comecei a preparar o terreno para fazer a transição dos habituais “headphones” de cabo para Wireless.

Na mesma apresentação, a Apple lançou os Airpods (e os Beats X). Apesar da dúvida, acabei por escolher um dos concorrentes, os Jaybird X3, que têm uma aplicação absolutamente brutal, que permite a personalização do sound design dos Jaybird.

Apesar de ter ficado impressionado com os Airpods e com a evolução dos Beats X, o design, o facto de ter cabo que liga os dois auriculares e a possibilidade de instalar umas shark fins para facilitar a fixação, pesou para a escolha dos Jaybird X3.

Durante os últimos meses, entre o iPhone 6 e iPhone 7 Plus, acabei por me habituar aos meus primeiros “headphones” wireless e acabei por compreender as razões que levaram a Apple a seguir este caminho. E não estou a falar dos motivos que foram apontados em palco, quando o Phil Schiller falou da “coragem”.

Depois da apresentação do iPhone 7 / 7 Plus, pareceu-me evidente que a Apple tinha dado o tiro de partida para o início do fim do “headphone jack”. Alguns dos notáveis da tecnologia, não tardaram a criticar a decisão da Apple.

Pessoalmente, pareceu-me uma reacção exagerada, mesmo que compreenda que estamos perante a eliminação de um dos conectores mais antigos.

Nós podemos encontrar prós e contras nas duas soluções. Sempre ouvi críticas em relação à qualidade de som dos “headphones” wireless, no entanto, os meus Jaybird são absolutamente brutais a esse respeito. Os melhores que alguma vez tive.

E sim, não me esqueci que os Jaybird precisam de ser carregados e esse é, sem dúvida, o ponto mais negativo, uma vez que não podem ser utilizados durante o carregamento. Felizmente, o carregamento é relativamente rápido.

Por outro lado, não me consigo esquecer da quantidade de “headphones” que estraguei por causa dos cabos. E os nós? Querem falar dos nós?

Os mesmos cabos que sempre me condicionaram no gaming, por causa do meu setup, com cadeira e volante (infelizmente, não tenho jogado e espero voltar a este tema no futuro).

Chegamos a Outubro de 2017 e ironicamente é o Google que espeta o 2º prego no caixão do “headphone jack”, ao apresentar o Pixel 2 / 2 XL, sem o mítico conector. Se havia dúvidas, o Google retirou-as, quanto ao destino do “jack” de 3.5mm.

Também dirão que os preços são proibitivos, mas até na GearBest já vão encontrando boas opções.

Portanto, get over it!

Com a minha experiência dos últimos meses, posso dizer que não sinto qualquer falta do “headphone jack”, confirmando a tendência iniciada pela Apple e confirmada pelo Google.

E vocês, já deram o salto para o áudio sem fios?