Testando o Edgerank do Facebook

Desde 2014, a plataforma Facebook tem apresentado diversas modificações no seu Edgerank, aquela história de algoritmo que filtra o conteúdo que chega até os perfis.

Recentemente, tio Mark anunciou novas alterações intencionando a limpeza de SPAMS de páginas para valorizar cada vez mais o conteúdo dos perfis. Leia aqui.

As xoxôs mídias ficaram em polvorosa, resumindo: mais uma vez o medo da maioria é ter que explicar ao cliente que, se ele quer aparecer, deve desembolsar mais grana e investir em anúncios e impulsionamentos.

Diante disso, há algum tempo comecei um teste com o Facebook: decidi mudar minha estratégia de análise, parando de pensar como gestora de páginas para observar como se comportava o meu perfil.

Sou uma consumidora de internet e mídias sociais, sigo muitas páginas, algumas por estudos para trabalho e outras por interesse do seu conteúdo. Mesmo sabendo que o Edgerank funciona movido por diversos fatores, ainda sim me faz muita falta receber na minha timeline conteúdos de páginas. Além disso, convenhamos, quem não trabalha na área não entende disso, apenas acompanha o seu perfil como usuário.

Enfim, vamos lá.

Comecei deixando de seguir alguns amigos e contatos, os quais mais apareciam na timeline. Preferi fazer assim pela praticidade.

Conforme fui deixando de seguir estas pessoas, cada vez mais o Facebook mostrava posts de “amigos” que na verdade não tenho contato algum, aqueles que só aceitamos as solicitações, sempre listados como conhecidos.

Percebi que alguns amigos, que eu converso bastante continuaram não aparecendo na timeline. Para ver seus posts eu precisava ir até os perfis curtir por lá.

Nessa etapa não contei quantas pessoas deixei de seguir. Apenas a partir do segundo dia coloquei como meta deixar de seguir 20 perfis diariamente, sempre os que apareciam na timeline.

Um fator intrigante: nas minhas configurações, as notificações de follows e unfollows não são atualizadas desde abril/16, por isso não consigo saber (muito menos lembrar) quem deixei de seguir anteriormente.

Paralelamente a essas mudanças, uma das páginas que administro — com cerca de seis mil fãs apenas — um post comum e sem muitos destaques obteve três likes e um alcance de quase oito mil pessoas.

Abaixo apresento a ordem de publicações que o Facebook tem mostrado na minha timeline após os testes:

9 posts de perfis de pessoas que interajo habitualmente;

1 post de página patrocinado, que não pertence às que eu sigo;

9 posts de perfis de pessoas que interajo habitualmente;

1 post de página patrocinado, que não pertence às que eu sigo;

2 posts de perfis de amigos dos quais não tenho interação alguma;

1 post de página que sigo e mantenho interação;

A partir daqui a sequência se repete.

É complicado definir como a plataforma atua. Eu, como usuária não recebo as publicações que desejo, nem de amigos ou páginas. O incentivo para “reatar” um contato que nunca existiu me parece uma forma de criar novos elos com pessoas que aceitamos, mas não conversamos. Essa aproximação pode ser uma forma do Facebook ligar mais as pessoas para que a sua distribuição alcance mais pessoas.

O que me parece ainda mais confuso é o fato do Facebook querer evitar os SPAMS de páginas, o que a meu ver quanto mais os perfis aparecem, mais posts dos seus gostos são enviados para a rede, isto é, continuam sendo SPAMS.

E com você, como o Edgerank funciona? Faz o teste e me conta como foi!