Meu Braço um Drama Pessoal em busca de Superação

Ires Oliveira
Jul 10, 2017 · 2 min read

Em fevereiro de 2010 peguei minha moto e fui trabalhar, carnaval todos se divertindo, na volta parei na beira mar continental para ver o movimento, mas estava cansada e mentalizei; vou ficar pouco preciso descansar. por volta de 21:45 senti muito frio pois ia chover então caminhei um pouco por entre os foliões e fui me encaminhando onde estava a moto estacionada. Lá por 22:15 já estava rodando em direção a minha residência mas começou a chover. Fui reduzindo a moto ao me aproximar de uma lombada e a moto deslizou como se tivesse sabão debaixo das rodas tentei frear, mas ela parecia um animal indomável. Rodou e me jogou no ar e acabei batendo meu ombro na quina do meio fio, de um paralelepípedo de concreto. Resultado não mexi mais meu braço. Populares pararam seus automóveis e me levaram até o hospital mais próximo, e levaram minha moto até um posto de gasolina perto, para meu irmão buscar depois. Então Moeu meu ombro, tive perca óssea, entre os próximos 18 meses passei por 3 cirurgias bravas de apagar totalmente. Dormia com 5 travesseiros para ficar sentada pois se deitasse era muito difícil para levantar. Muitas dores, muitos medicamentos depois, e muita fisioterapias por volta de 200 sessões, e muita oração, consegui voltar a movimentar parcialmente este membro superior esquerdo, com persistência consegui voltar a dirigir para levar minha filha a escola, fazer compras e as correrias do dia a dia e obviamente voltei a digitar pois estou sempre reforçando os movimentos para ganhar força neste meu companheiro que por pouco não perdi totalmente, meu braço esquerdo. Sim porque ombro não tenho mais. Tudo o que faço… só por Deus; Pois vi coisas muito piores dentro do hospital. E assim me tornei deficiente física aos 38 anos e não pude mais retornar ao trabalho. Mas continuo fazendo faculdade, superando os olhares duvidosos quando estaciono em vaga de deficiente com o carro com selo e o cartão no painel identificando problemas… as pessoas esperam que a pessoa saia do carro de cadeira de rodas; e rola preconceito e até cobrança por parte de desinformados que desconhecem que existem várias formas de deficiência nas pessoas. Fiz também 3 cirurgias espirituais o que me recuperou e muito. Com médiuns renomados e que seguem a doutrina de Allan Kardec. Hoje 7 anos depois escrevendo sobre isso lembro de coisas que pareciam que nunca iam passar; mas passam. Sigo me superando a cada dia.

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