Vancouver

Infinitos encantos.

Science World // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

Durante as férias da pós-graduação, conheci um dos lugares que mais me despertavam curiosidade e fascínio. Cheguei a Vancouver em pleno verão e fui afortunada com dez dias ininterruptos de sol.


20 de julho de 2013

Minha prima, sempre atenciosa, esperava-me na área de desembarque do aeroporto. Assim que pegamos a estrada e fomos para casa, comecei a entender a dimensão das grandes cidades da América do Norte.

Como é costume entre os canadenses, almocei algo leve e deixei a refeição mais consistente para o jantar.

Aproveitei o dia para descansar e provar comidas típicas. No momento em que o sol se punha, preparamos um churrasco na varanda, com carnes macias, grandes cebolas tostadas e o milho verde mais doce que já comi. Tudo acompanhado de cervejas especiais.

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21 de julho de 2013

Fomos até White Rock, a 45 km de Vancouver e próxima à fronteira com os Estados Unidos. Seu nome é devido à uma grande rocha branca presente na praia, que migrou para o sul durante a última glaciação da região. As lojas e os restaurantes, instalados em encantadores imóveis com varandas, foram pintados com cores suaves e decorados com muitas flores.

White Rock, British Columbia // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

De volta à Vancouver, almoçamos em um agradável restaurante que servia frutos do mar e diversos coquetéis. Bellini (suco de pêssego com espumante) se tornou um dos meus favoritos.

Reservei a tarde para fazer compras. Fui à uma loja Winners e a outros outlets com preços acessíveis. Na Adidas de Burnaby, dois pares de tênis custaram $ 82.26.


22 de julho de 2013

Comecei o dia indo até uma das lojas da London Drugs, uma farmácia que vende, além de itens para a saúde / beleza, eletrônicos, comida, móveis, brinquedos e utilidades domésticas. Foi onde encontrei o adaptador de tomada que uso em todas as viagens ($ 22.39).

Almocei no The Cambie Pub em Gastown ($ 11.29), que tem um menu variado e relativamente barato.

Gastown Steam Clock // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

Em Downtown Vancouver, visitei o Vancouver Art Gallery ($ 24*), cuja arquitetura, em seu interior, possui toques clássicos e discretos. Minha exposição favorita foi a “Grand Hotel”, mais especificamente a seção que tratava de hotéis + road movies.

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Interior do Vancouver Art Gallery // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

A menos de 1 km dali e no topo do Harbour Centre está o Vancouver Lookout ($ 17.50*), aberto pelo astronauta Neil Armstrong, em 1977. O local oferece uma maravilhosa vista aérea de 360º de Vancouver, a partir de um percurso de elevador que dura 40 segundos. A 170 m do chão, é possível ver o movimento do centro, a região de Gastown, o Coal Harbour, o Stanley Park, o Oceano Pacífico, as montanhas de North Shore e da Olympic Peninsula. É um dos passeios mais incríveis a ser feito, tanto de dia quanto à noite.

Vista do Vancouver Lookout ❤ // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

BC Place Stadium // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

À beira do porto está o Waterfront Centre e o Vancouver Convention Centre East.

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Após uma caminhada de 20 minutos, chega-se à Chinatown. Ali, vale a pena observar a influência chinesa na arquitetura, nas luminárias, nos restaurantes, nas casas de chá e nas lojas. Um dos destaques é o Dr. Sun Yat-Sen Classical Chinese Garden, que pretende incentivar a cultura chinesa e integrá-la à comunidade local.

Chinatown, Vancouver // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

23 de julho de 2013

Pela manhã, acompanhei minha prima até a Simon Fraser University, considerada uma das melhores universidades do Canadá. Almocei em uma das encantadoras e confortáveis áreas externas. Provei uma porção de poutine, comida típica canadense feita com batatas fritas cobertas com molho de carne e queijo coalho. Recomendo!

Cantinho maravilhoso da Simon Fraser University ❤ // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

Com minha outra prima, tomamos sorvete no Tre Galli Gelato Caffe ($ 5.70) e, mais tarde, ela me levou para conhecer uma das lojas da IKEA. Fiquei encantada com a qualidade dos produtos e com os preços. Visitamos todos os espaços e depois jantamos lá ($ 6.29).


Às 19h, fomos ao Landmark Cinemas de New Westminster assistir a “Despicable Me 2”, em 3D ($ 11.25). Foi muito divertido e ainda ganhamos os óculos ao fim da sessão!


24 de julho de 2013

A programação da manhã, e uma das mais esperadas por mim, era subir a Grouse Mountain.

Subindo a Grouse Mountain! \o/ // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

Este é um dos passeios que eu definitivamente indico. Até mesmo para quem não tem condicionamento físico para essa atividade, pode ir até o topo com o maior sistema de teleférico da América do Norte (Skyride) e apreciar a impressionante paisagem.

Topo da Grouse Mountain :) // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

Em cerca de 1 hora e 30 minutos, subimos os 1.127 metros da montanha. A vista compensou todo o esforço.

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Lá em cima, vimos uma exibição com aves e seus treinadores, e a cômica apresentação “The Summer of Lumberjacks”, na qual lenhadores brincam com lançamentos de machados (!!!) e escalam troncos de madeira de 18 metros de altura em alguns segundos.

Topo da Grouse Mountain, onde é possível enxergar a fronteira com os EUA // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

No almoço, escolhi um spaghetti alla bolognese com água ($ 12.81). Para a sobremesa, experimentei um dos melhores doces da vida: BeaverTails ($ 5.75), uma massa frita e esticada para se assemelhar a uma cauda de castor (beaver’s tail). Pedi o de chocolate com banana. Algo que eu poderia comer todos os dias, sem enjoar. ❤


Antes do pôr do sol, seguimos até Deep Cove. O local fica em um vale de montanhas próximo ao mar e cercado por lindas casas no meio da floresta. A única rua principal possui alguns cafés, bares, restaurantes e lojas. Para quem gosta de roteiros mais aventureiros, está disponível o aluguel de caiaques, canoas e equipamentos de stand up paddle.

Deep Cove // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

Deep Cove // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

25 de julho de 2013

Às 8 da manhã, usei o transporte público no centro de Vancouver para iniciar meu itinerário até Victoria. Peguei a linha Canada Line (sentido aeroporto) do metrô. Na estação Bridgeport Stn, desci e peguei o ônibus 620 Tsaww — Ferry Via Ladner Ex. O ônibus vai até a estação de ferries.

O barco tem uma excelente estrutura, com restaurante, lanchonete e lojas de souvenirs. O trajeto de Tsawwassen (Vancouver) para Swartz Bay (Victoria) dura 1 hora e 35 minutos e custa $ 17.20*. A volta é o mesmo valor.

British Columbia Parliament Buildings em Victoria // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

Durante os primeiros 100 anos desde a sua fundação, em 1843, Victoria foi a principal cidade do oeste do Canadá. Ainda hoje, com cerca de 78 mil habitantes, concentra o poder político da província.

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No centro histórico, dentre outras atrações, encontram-se os edifícios do Parlamento da Colúmbia Britânica. Para conhecê-los, há excursões guiadas, gratuitas e que ocorrem a cada 30 minutos, em horário comercial. Na mesma área, está o majestoso hotel The Empress.

Hotel The Empress // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

Outros passeios sugeridos são ao The Butchart Garden, ao Craigdarroch Castle, à Christ Church Cathedral e à região de Chinatown. E foi nela que parei para almoçar no Capricorn Cafe ($ 9.96).

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Chinatown em Victoria // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

No fim da tarde, voltando para Vancouver, dentro do barco (BC Ferries), aguardei uma fila demorada e, finalmente, pedi um combo: cheeseburger + batatas fritas + refrigerante + blueberry pie (maravilhosa!) por $ 14.15. Acertei no custo-benefício!

À noite, comprei um vidro de Maple Syrup (❤) na Save On Foods, uma ótima rede de supermercados ($ 7.99).


26 de julho de 2013

Transformada em polo industrial no início do século XX e degradada após a Segunda Guerra Mundial para, finalmente, ser revitalizada no fim dos anos 70, a Granville Island de hoje concentra-se em oferecer lazer a moradores e visitantes.

Acessível por meio do Aquabus Ferries ($ 5.50*), a ilha dispõe de vários espaços, como restaurantes, lojas, galerias de arte e uma escola de design.

Um deles é a incrível loja de decoração Wickaninnish Gallery, fundada em 1987 por Patricia Rivard. Além de ter desenvolvido uma forte relação com artistas, possui artes nativas acessíveis, joias e presentes para diversas ocasiões.

No Public Market, estão à venda legumes, verduras, frutas, peixes, carnes e vários produtos locais, como compotas e temperos. Experimentei um crepe de maçã com canela e um muffin assado no Muffin Granny ($ 6.04).

Segui para o Stanley Park, que propicia quilômetros de trilhas, praias, marcos naturais, culturais e históricos.

Stanley Park // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

Lá, conheci o Vancouver Aquarium ($ 36*) que, além de ser uma grande atração turística, é um centro de investigação, conservação e reabilitação de animais marinhos.

O aquário está dividido em várias instalações: Pacific Canada Pavilion, com peixes e invertebrados do estreito de Geórgia; Canada’s Arctic, com baleias beluga e espécies árticas; Penguin Point, com pinguins africanos criados pelo Species Survival Plan; The Wild Coast, com golfinhos do Pacífico, lontras marinhas e botos; Treasures of the BC Coast, com polvos, estrelas do mar, ouriços do mar e anêmonas; Tropic Zone, com peixes tropicais; Amazon Rainforest, com peixes de água doce, cobras, jacarés, preguiças, pássaros e outras criaturas da Amazônia; e Frogs Forever? Gallery, que aborda a situação dos anfíbios no mundo.

Stanley Park // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

27 de julho de 2013

Fomos de carro até Whistler. Paramos em Squamish e tomamos um brunch sensacional no The Red Bench, com direito a fatias de pão, ovos, bacon, batatas, tomates e molho, tudo muito bem temperado. ❤

No caminho, fomos presenteados com paisagens maravilhosas.

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Caminho para Whistler, fotografado da janela do carro :) // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

Whistler, situada entre as montanhas Whistler e Blackcomb, é conhecida por receber cerca de dois milhões de pessoas anualmente, principalmente para praticar esqui e snowboarding. No verão, esta pequena vila é ideal para caminhadas, ciclismo e aventuras ao ar livre, além de manter os turistas entretidos com suas lojas e restaurantes e oferecer um pôr do sol sublime às 21h.

Whistler, charme de cidade :) // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

28 de julho de 2013

Por volta das 16h, cheguei ao belíssimo Queen Elizabeth Park. Um parque muito bem cuidado e com variedades inacreditáveis de flores.

Queen Elizabeth Park // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.
Queen Elizabeth Park // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

Também visitei o Bloedel Conservatory, um local deslumbrante com mais de 200 aves exóticas, que voam livremente, e 500 espécies de plantas que crescem em um ambiente propício e com temperatura controlada.

Bloedel Conservatory // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

Jantei no Tap & Barrel da Olympic Village. Com vista panorâmica para False Creek, Science World, B.C. Place Stadium e Rogers Arena, é um lugar muito tranquilo, no qual come-se e bebe-se muito bem.

Science World // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

B.C. Place Stadium // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

Pedi uma Phillips Longboat Double Chocolate Porter ($ 7.50); uma pizza de Pork Belly & Soft Egg [feita com ovos de galinhas criadas ao ar livre, bacon torrado, cebolas caramelizadas, queijos mozzarella e grana padano] ($ 16); e cookies com creme para a sobremesa ($ 6). Total: $ 36.49, com gorjeta.


29 de julho de 2013

Com o SkyTrain, fui até a estação Granville. Segui em direção à rua W Georgia Street e peguei o ônibus 246 Highland até a Capilano Road.

Antes das 11h, eu já estava na Capilano Suspension Bridge Park ($ 39.95*).

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Este também é outro passeio imperdível, mas é preciso superar o medo de altura e o fato da ponte balançar o tempo todo.

Uma das pequenas pontes do Capilano Suspension Bridge Park // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

Capilano Suspension Bridge Park // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

O nome “Capilano” vem da Primeira Nação Squamish e era originalmente escrito “Kia’palano”, que significa “rio bonito”. Kia’palano era o nome de um grande chefe Squamish que viveu nesta área no início de 1800.

A maior das 7 pontes suspensas do parque possui 137 m de extensão e está a 70 m do nível do chão. Para explorar todo o lugar, há uma plataforma estreita com chão de vidro em cima da floresta e do rio, além de várias passarelas e escadas.

Capilano Suspension Bridge Park // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.
Capilano Suspension Bridge Park // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

Capilano Suspension Bridge Park // Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.
Isabella Noce Bicalho © Todos os direitos reservados.

Depois de alguns momentos de adrenalina, peguei o ônibus 236 na Edgemont Blvd até o Lonsdale Quay Market, um agradável mercado que vende alimentos frescos e é composto por lojas exclusivas de varejo, restaurantes e um hotel boutique.


Na minha última noite, jantamos no excelente Cactus Club Cafe, em Byrne Road ($ 27.05). Mais tarde, aproveitei os bons preços de alguns artigos de beleza na London Drugs ($ 31.50).


Informações finais e curiosidades

A variedade gastronômica em Vancouver é imensa. Dentre meus pratos favoritos, estão os deliciosos e bem servidos nachos. Os ingredientes recebem bastante tempero. Por isso, convém perguntar ao garçom sobre os condimentos utilizados e evitar surpresas.

O adocicado maple syrup, também chamado de xarope de ácer ou xarope de bordo, é um dos principais produtos canadenses. Uma folha de bordo vermelha estilizada está representada na bandeira do Canadá e é considerada símbolo nacional.


*valores para adultos, atualizados em fevereiro de 2017.