Ficamos infelizes em alguns momentos, não há como fugir. O problema central de tudo — diria eu no meu caso, são as expectativas. Malditas expectativas! Mas a culpa não é totalmente dada à elas, porque afinal sou em quem as cria. Crio na minha mente como se fosse a solução para algumas situações. “Agirei de tal modo, então é claro que a pessoa será recíproca, não há como não ser, fui tão boa à ela!” não, não será. Não será porque a reciprocidade só surge quando espontânea, e dói, como dói perceber que depositamos tudo aquilo que temos de melhor em alguém que não sabe retribuir. E a gente ainda insiste! Acredita? Claro que acredita, fazemos isso inconscientemente. O ser humano tem medo de sair do casulo, da zona de conforto, tem medo de encarar as fraquezas de frente, se submete a situações para ter uma falsa felicidade, uma falsa paz. Vive então de comodismo.
É preciso reiniciar a mente. Dar uma pausa no dia. Parar, respirar, pensar. Só não pire, pois muitas vezes quando fazemos isso em um momento só nosso vemos que muitas pessoas estão só de enfeites na nossa vida, meros fantoches que não nos retribuem como merecemos muitas vezes. Não devemos criar fantoches, deixar a poeira acumular. É necessário recriar-se, e ver a beleza nisso. Dar adeus a amores e amigos que apenas ocupam espaço sem agregar, e ah, como isso é difícil! Mas lhe garanto, a vida fica mais leve, e a tua alma agradece. Diga adeus as ruins expectativas, e crie as boas, de como a vida pode ser linda, e será.