Isabela Seabra
Nov 2 · 1 min read

Crescente e fulminante

Alma abalada e cabulosa

Procurando um álibi para fingir suas pretensões

Não desejo mais ser como sou

Mas eu também não serei como eu pretendo

Quero descansar e deixar as rédeas de lado

Meus pulsos sangram sem parar

E minha respiração diminui a cada pulsar

Eu não sei mais quem eu fingia ser

Eu não sei mais quem eu poderia ser

Eu apenas sou o que estou sendo

Sem mais nenhuma vontade de me encontrar

Me encontrar entre esses sóis e essas luas

A visão é turva e cega de realidades concretas

Eu sou passageira agora

E a concretude não consegue me abater nessas esquinas

Onde o meu amor foi congelado

E minhas mãos petrificadas

Cansei de mentir para mim mesma

Quando as coisas não vão bem e eu não posso dar satisfação

Das feridas internas, da angústia que lateja e perambula em círculos

Hoje o dia está confuso e eu estou perdida

E que seja assim até eu encontrar forças para me recuperar