Crescente e fulminante
Alma abalada e cabulosa
Procurando um álibi para fingir suas pretensões
Não desejo mais ser como sou
Mas eu também não serei como eu pretendo
Quero descansar e deixar as rédeas de lado
Meus pulsos sangram sem parar
E minha respiração diminui a cada pulsar
Eu não sei mais quem eu fingia ser
Eu não sei mais quem eu poderia ser
Eu apenas sou o que estou sendo
Sem mais nenhuma vontade de me encontrar
Me encontrar entre esses sóis e essas luas
A visão é turva e cega de realidades concretas
Eu sou passageira agora
E a concretude não consegue me abater nessas esquinas
Onde o meu amor foi congelado
E minhas mãos petrificadas
Cansei de mentir para mim mesma
Quando as coisas não vão bem e eu não posso dar satisfação
Das feridas internas, da angústia que lateja e perambula em círculos
Hoje o dia está confuso e eu estou perdida
E que seja assim até eu encontrar forças para me recuperar
