Li um poema e lembrei de você.

Lembrei de um exato momento
de um específico frio na barriga
daquela certa sensação tomando conta de mim. 
Um eterno segundo 
até o seu beijo encontrar o meu.

O relógio parou
entre aquele “eu te amo” ,
o sorriso,
o “eu também”
e os olhos fecharem 
e os lábios se encontrarem 
e tudo ao redor desaparecer.

Li um poema, 
lembrei 
e senti mais uma vez.

Em um impulso, 
no caminho de dividir o poema-lembrança, 
derramei essas palavras
e fingi ser outro poema
que nem sei se sei escrever.

A lembrança da lembrança, 
de você.

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