Inovações tecnológicas resultam em ‘eventos’ nas redes sociais

Isabela Vieira

O Facebook iniciou suas atividades em 2004, e com sua evolução surgiu a opção de criar ‘eventos’ — em que é possível marcar uma festa, por exemplo, e através da rede convidar os amigos que também possuem uma conta na plataforma. A partir daí, as pessoas começaram a perceber o “poder” que esse tipo de ferramenta poderia causar. Iniciando assim a convocação dos transeuntes para manifestações em diversas localidades do País.

Tudo começou com o aumento de R$0,20 nas passagens de ônibus, no estado de São Paulo, em junho de 2013. Essa data foi o marco inicial para uma série de protestos que viriam a surgir. Vale salientar que nesse período a popularidade da presidente Dilma Rousseff estava em queda.

Não é de hoje que os cidadãos lutam pelos seus direitos. Em 1992 também ocorreu uma grande manifestação popular. Os “caras pintadas’’, pessoas que estavam inconformadas com o governo, foram as ruas pedir o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Contudo, hoje, com o advento das novas tecnologias da comunicação, redes sociais, Facebook e WhatsApp, os protestos ganham uma proporção ainda maior.

De acordo com pesquisa do IBGE, divulgada na última quarta-feira (6), em 2013 48% dos domicílios tinham acesso a internet no Brasil, evoluindo para 54,9% em 2014. Houve um crescimento também no número de pessoas que acessam a internet pelo celular, que passou de 53,6% em 2013 para 80,4% em 2014, sendo o principal meio de acesso a web no país. A partir desses dados, percebe-se que cada vez mais as pessoas estão conectadas ao mundo virtual. E quanto maior é essa conexão, mais possibilidades a população possui de acompanhar e comparecer aos eventos, marcados por organizadores de manifestações populares, nas redes sociais.