Jornalismo colaborativo aliado às novas tecnologias da comunicação
Isabela Vieira
A comunicação vem evoluindo com o passar dos anos. É perceptível que o jornalismo colaborativo sempre existiu, mesmo sem a ajuda dos aplicativos móveis. Outrora, o cidadão fazia uso de cartas, telefones… para ajudar com as informações que seriam publicadas pelos veículos de comunicação. Atualmente, temos a fase tecnológica no jornalismo, que tem contribuído em larga escala na construção da notícia que é veiculada.
O que se tem hoje é algo inovador. Com a criação do WhatsApp, em 2009, deu início o surgimento de novas ‘fontes’. Com a troca de mensagens instantâneas, os veículos de comunicação passaram a ver uma nova oportunidade de adquirir informações de uma forma mais rápida, sem precisar, necessariamente, ter um jornalista presente no local que ocorreu a notícia.
Sheila Borges afirma em seu livro ‘O repórter-amador’ que não existe mais uma separação entre produtor e receptor da notícia, já que, hoje, o cidadão colaborador acaba por pautar os jornalistas com mais frequência. Basta ter um Smartphone com uma câmera e um aplicativo de comunicação que uma pessoa comum pode se transformar no cidadão-repórter. Aliando a tecnologia ao seu favor.
Com tantas transformações ocorrendo neste setor da comunicação, o jornalista vem ganhando mais uma função. Agora, o comunicador, tem como papel acompanhar os aplicativos tecnológicos da empresa a qual trabalha. E checar a veracidade de cada informação, para que não ocorram ‘ruídos’ na comunicação.
Com isso, todos saem ganhando de alguma forma. O cidadão que envia para a imprensa o descaso público na sua rua, por exemplo, tem a oportunidade de ver seu problema ser solucionado mais rápido, pois a partir disso sua denúncia torna-se pública. E o veiculo de comunicação passa a ganhar mais credibilidade, já que consegue uma aproximação maior dos seus leitores, ouvintes e telespectadores.