Queria ser como os generais 
de passos firmes e resolutos em direção às incertezas.
Não olhar para trás
senão para comandar instintos que me propõem uma nova ostensiva
perante o que meus olhos não podem ver.
Queria ser o chão que o general pisa
Compacto e Uniforme
sem incertezas.
Abrigar o caos que eleva minha consciência ao nada
é o eterno perpassar de emoções irrelevantes
Estrelas apagadas para um navegante:
uma ilusão distante e presente.
Queria ser o olhar do general
que em seu cabresto imaginário conduz a expressão de seu temor como divertimento.
Quando não, como trabalho
e por isso não vive de ilusão nem incerteza.
Quanto à mim,
caminho vacilante por me negar entrar em guerra comigo mesma
E por isso mesmo nada tenho de general.
Meus passos e meu chão são partes do mesmo que se dissolve
Água
Lama
Indecisão.
Seria general se aceitasse a cartilha de informações duvidosas
sobre as quais constroem as instruções do viver
mas me nego a acreditar que entre o nascer e morrer não existe infinito
e que cada ação é parte de um script pré definido
onde não tenho voz.
Não existe batalha e por isso não existe general
Não sou general e não sei quem sou.

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