O que aprendi em 1 mês como nômade digital

Depois de algumas semanas fora do Brasil, sem casa definida e atualmente em um país em que eu não entendo praticamente nada da língua, é interessante perceber que ninguém é obrigado a falar inglês só porque você fala.

Quando nós fechamos nossa passagem para iniciar a viagem na Hungria, as pessoas ao nosso redor diziam: mas e a cultura? Na europa todo mundo é frio e fechado, né? Não. Existem pessoas que vão te ajudar a todo custo, que vão ser super simpáticas, existem pessoas que acordaram mal humoradas, assim como eu e você, e também existem as pessoas que só são tímidas ou introvertidas.

Mas sabe o que você pode fazer para ser atendido com bom humor em um país diferente? Aprender um pouquinho da língua deles. Só o fato de você chamar alguém dizendo um simples “Hállo”, “bonjour” ou “buenos dias” (e perguntar se a pessoa fala inglês antes de já começar a falar em uma língua que você não sabe se o outro entende), e terminar sua conversa com um “köszönöm”, “merci” ou “gracias”, já vai mostrar que você se importa com a pessoa que está conversando. Vai me dizer que você não se sente bem quando vê um gringo tentando se comunicar em português, ou falando um simples “obrigado” à você, mesmo que seja com um sotaque hiper carregado?

Não deduza que só porque inglês é uma língua dita como universal, todo ser humano sabe. Pergunte como se fala ao menos “obrigado” na língua do país em que você vai, e tenha a humildade de falar: eu falo pouco -insira o idioma aqui-, você fala inglês? Existirá o “sim”, da mesma maneira que existirá o “não” como resposta.

E no caso do “não”, o que resta a fazer é apontar para o que você deseja, ou escrever no Google Tradutor. Você com certeza vai arrancar risadas do atendente que não fala sua língua, e ele provavelmente vai te ajudar só pelo fato de que você usou a lei da sobrevivência para se comunicar com ele.

Mímicas, apontar, bloco de notas, fotos aleatórias e google tradutor — esses serão os seus maiores companheiros para um país em que você não sabe a língua. E se você achar que “europeus” estão fechados e frios demais com você, primeiramente se pergunte se você está aberto à aprender um pouco da cultura e da língua do país em que você está, para só depois pensar se aquela pessoa está em um dia ruim — e se estiver, não leve para o pessoal. Afinal você também tem dias ruins. :)