À espreita

(Imagem: Phoebe Wahl)

Não vejo quase nada do outro lado da rua, só casas de muros cada vez mais altos com suas luzes apagadas.
Já é madrugada.

As senhoras dormem sonhando com o passado, as moças dormem sonhando com o futuro, mas todas sonham com o amor.
Os cachorros tem o sono leve, alguns uivam para a lua, outros para a solidão. Ao som do mínimo ruído já fazem alarde, talvez seja um gato em cima do muro ou a sombra de alguém à espreita. Hoje o céu está nublado, ainda assim faz calor, por isso abri a janela e observo a rua.

Silenciosas, a rua e eu.

À noite tudo é silêncio, tudo é suspense. Como expectadora e protagonista de meu próprio filme espero o clímax . Pelo visto ainda não será hoje.
Um cachorro uivou do outro lado da rua, não obteve resposta, uivou novamente.

Uivei de volta.


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