Encosto

(Imagem: Alexandra Dvornikova)

Dói o canto do olho, uma parte do peito. 
E sofro como quem vê um animal morrer pela primeira vez. São essas lágrimas que caem, as que umedecem os inícios.

Éramos dois, duas mãos, dois pés, dois sexos, duas faces, duas cabeças. Um monstro. Que virou lenda, pois já faz tanto tempo, que hoje contam essa história acrescentando misticismo, não cinismo.

É que li o caderno de março e lá estava o que eu era antes de outubro. Uma volta no sol, um ciclo a se fechar e mais uma vez dói o olho, o canto direito do peito em que você costumava encostar.


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