Quando a objetividade se foi

Eu acredito que o objetivo da escrita é poder alcançar qualquer pessoa. A escolha do uso da linguagem “simples” é porque a gente costuma complicar muito as coisas, às vezes sem perceber.
Em todo relacionamento existe algo que marca o momento, algo que nos ativa o gatilho da lembrança aonde quer que estejamos. Um cheiro, uma música, uma frase, um gesto, um livro.
É algo acontece naturalmente com a convivência, com o compartilhar dos hábitos, dos momentos de intimidade. Essas coisas todas montam a relação, não apenas o sentimento, a troca, mas o cenário, os interesses em comum ou a falta deles. Pequenos gestos, manias, hábitos, ações, diálogos que acontecem corriqueiramente e muitas vezes passam despercebidos.
Há também a questão no texto do egoísmo e da culpa. Quem devemos culpar? Há um verdadeiro culpado no fim de um relacionamento nesse caso? Nessa situação?
Fica em aberto, assim como a identificação com um ou outro personagem. É essa a beleza da literatura, fazer sentir numa mesma composição coisas diferentes, interpretações diferentes que nos façam pensar.
Obrigada por aparecer aqui e me fazer pensar também.