Engraçado o conto mencionar o fim de um amor por esses motivos de impermanência e contextualizar…
Diego Orge
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Quando a objetividade se foi

Eu acredito que o objetivo da escrita é poder alcançar qualquer pessoa. A escolha do uso da linguagem “simples” é porque a gente costuma complicar muito as coisas, às vezes sem perceber.

Em todo relacionamento existe algo que marca o momento, algo que nos ativa o gatilho da lembrança aonde quer que estejamos. Um cheiro, uma música, uma frase, um gesto, um livro.

É algo acontece naturalmente com a convivência, com o compartilhar dos hábitos, dos momentos de intimidade. Essas coisas todas montam a relação, não apenas o sentimento, a troca, mas o cenário, os interesses em comum ou a falta deles. Pequenos gestos, manias, hábitos, ações, diálogos que acontecem corriqueiramente e muitas vezes passam despercebidos.

Há também a questão no texto do egoísmo e da culpa. Quem devemos culpar? Há um verdadeiro culpado no fim de um relacionamento nesse caso? Nessa situação?

Fica em aberto, assim como a identificação com um ou outro personagem. É essa a beleza da literatura, fazer sentir numa mesma composição coisas diferentes, interpretações diferentes que nos façam pensar.

Obrigada por aparecer aqui e me fazer pensar também.