O meu “não”

Meu pai costuma dizer que meu grande problema é o “não”, o que na minha cabeça significa um pessimismo disfarçado de realismo, mascarado de autossabotagem, fantasiado de medo de não dar certo.

Ultimamente pregam tanto essa cultura do êxito que me assusta, é necessário sucesso e retorno rápido. Mas sempre fui devagar pra mastigar as coisas, sempre chego atrasada, sempre me distraio no meio do caminho.

Mas acabo me descobrindo, encontrando no meio do trajeto coisas que nunca saberia da existência se tivesse muita pressa. 
É um pensamento medíocre, ou de “perdedor”? Como alguns exaltadores empreendedores costumam dizer? Paciência!

Há beleza também no fracasso, há beleza na vida quando ela aparentemente não dá certo.
 Acho que não sou tão pessimista quanto penso.

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