Sexo (com ou sem amor)

Não há uma diferença enorme entre sexo com amor ou sem amor. A única coisa que diferencia ambos é a forma como o parceiro é tratado durante o ato. Aprendi a curtir sexo, a relaxar e finalmente a gozar quando encontrei em mim a segurança de ser e de me aceitar, cada marca, cada pedaço meu como uma peça única.

Não me objetivando, mas me dando a chance de sentir o momento sem pressão dos olhos alheios. 
 Há pessoas que por mais que se ame, que te amem, não conseguem trazer esse sentimento, vale também para os não amados, alguns vivem sobre a sombra de uma perfeição mutilada por um prazer sexual ensinado, estimulado por imagens de corpos X e performances de filmes Y.

No sexo (com ou sem amor) o que realmente se procura é o prazer mútuo. Olhar o parceiro sentir tesão, prazer ao ser tocado e estimulado também é uma forma de excitação.
 Olhar, ouvir, sentir, provar, enxergar o outro como ser que é.

Aquela estria no braço? Quem se importa? Me agarre com mais força com eles. Aquela celulite no bumbum? Estava mais interessado no balanço de onda a cada investida, do barulho da pele com a pele, em apertar os músculos e ouvir os gemidos de dor e prazer. Aquela gordurinha na barriga? Estava mais ansiosa pelo caminho que passava por ela para chegar no centro de tuas pernas e saber o gosto de quem deseja. 
 É um dos maiores atos de entrega, despir-se, um dos sentimentos mais brutos e crus, o desejo carnal. Que se danem as imperfeições e se fodam.

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