Sobre se respeitar para se libertar…

Respeitar-se é o primeiro passo para operar a mudança que você tanto deseja. Esse é um grande aprendizado que a vida me deu.

Há um tempo eu venho dividindo o meu caminhar. Pouco a pouco, com perseverança, vou tirando camada por camada, descobrindo, literalmente, a luz que me habita.

Nem sempre é fácil. É necessário ter muita fé no destino, porque tem dias em que as dores e medos se intensificam. E isso é parte natural do processo, porque é preciso enxergar tudo o que precisa ser abandonado para seguir em frente.

Por muito tempo, briguei comigo mesma ao enxergar minhas limitações. O ego é implacável. Ele quer controlar, inclusive, a sua libertação dele mesmo. E aí, sem dó nem piedade, com o mesmo fervor com que ele julga os outros, ele te julga.

Nessas horas, eu aprendi a ter calma. A ouvir a voz que está por trás da confusão do ego. A voz divina dentro de mim que diz: está tudo bem. E está sempre tudo bem. Que bom que eu estou enxergando um monte de coisa dentro de mim que antes eu não via e que estavam criando exatamente a realidade que eu mais temia viver. Que bom que está tudo vindo à tona para que eu possa, amorosamente, limpar essa sujeira toda.

Nesses momentos, eu me amo mais. Eu tenho paciência comigo. Eu me dou tempo. Eu respiro, medito, cuido de mim. E aí, devagar, o medo vai indo embora. E a certeza de que tudo vai se resolver cresce.

Pare de brigar com você mesmo. Olhe para as sombras com amor. Integre-as e depois entregue-as. Ame-se. Dessa forma, você consegue amar o outro. Porque você percebe que o outro tem limitações, assim como você, que precisam ser tratadas com amor, e não com guerra. E também sabe que, por baixo de todas as camadas egoicas, o outro também é luz. E que esse é o destino de todos nós.

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