Sofia, 29

Sofia pensou em sentar no bar sozinha e pedir uma cerveja.
Buscava explicação no fundo dos copos que matava a cada sorvo. 
Nus, seus sentimentos impetuosos ficaram expostos.
Restava apenas a reminiscência, sua companheira até então de um passado não vivido.
Sofia lembrou do dia em havia se apaixonado por um rapaz do Norte. Triste. Essa história não era a dela.
Mas Sofia sentia saudades do rapaz que nunca conhecera. Dos abraços que não deram, dos beijos ao pé da escada que nunca aconteceram, das cartas que nunca foram trocadas.
Disfuncionais, seus verbos murcharam.

Sofia agora sentia fome de presença.

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