Eu sou a que vai voltar pra visitar. Para chorar quando as luzes de Recife aparecerem na janelinha do avião. Para abraçar os meus, tirar a saudade do peito e encher de novas lembranças até a hora de voltar. Mesmo assim, minha bagagem vai continuar leve. Porque aqui em São Paulo, eu continuo sendo estrangeira. Em Recife, também. Mas não preciso mais procurar uma casa em lugar nenhum. Já encontrei. Eu sou fácil de morar.
Estrangeira
Gabi Machado
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